Recentemente, o Governo Federal anunciou a dispensa de visto para turistas chineses em viagens de até 30 dias ao Brasil. A iniciativa busca estreitar os laços entre os dois países e reforça a estratégia da Embratur de ampliar a presença brasileira no mercado asiático. Apenas neste ano, o interesse de viajantes chineses pelo Brasil registrou crescimento de 130% nas buscas por informações turísticas.
O avanço é resultado de uma série de ações de promoção internacional realizadas ao longo do último ano. Entre elas, a retomada da participação da Embratur no mercado chinês com um estande na ITB China, uma das maiores feiras de turismo da Ásia. A agenda também incluiu o projeto Connecting Cultures: Brasil–China 2025, que trouxe sete comunicadores chineses para conhecer destinos como São Paulo, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro, além de acordos com veículos de imprensa e representantes do trade turístico chinês.
A atuação brasileira no país asiático também foi fortalecida por meio de parcerias estratégicas com empresas ligadas ao turismo, tecnologia e comunicação, com foco na promoção digital do Brasil, no intercâmbio cultural e no incentivo à comercialização de destinos nacionais. Durante a ITB China, a Embratur firmou ainda acordos com um conglomerado chinês de tecnologia voltado ao setor de viagens e com companhias especializadas em marketing e promoção turística.
Segundo o presidente da Embratur, Bruno Reis, o estreitamento da relação entre Brasil e China vem sendo conduzido de forma estratégica pelo governo brasileiro, tendo o turismo como um dos pilares dessa aproximação. Em 2025, o país recebeu mais de 100 mil turistas chineses, número 35,5% superior ao registrado no ano anterior. Já no primeiro trimestre de 2026, o crescimento foi de 30,6%, totalizando cerca de 26 mil desembarques. No mesmo período, a chegada de visitantes asiáticos ao Brasil aumentou 12,44%, configurando o melhor primeiro trimestre já registrado para o continente.
Reis destacou ainda que a Embratur vem trabalhando para ampliar a visibilidade do Brasil na China, consolidar parcerias e apresentar ao público chinês uma oferta turística diversificada e alinhada às novas demandas do setor. De acordo com ele, a isenção de visto deve facilitar a conversão do crescente interesse pelo Brasil em viagens, negócios e desenvolvimento para os destinos nacionais.
Ano Cultural Brasil-China
A agenda de 2026 também se conecta ao Ano Cultural Brasil-China, que projeta para uma nova etapa a parceria entre os dois países, no ano em que celebram 52 anos de relações diplomáticas. Ao lado das trocas econômicas e da cooperação institucional, a iniciativa amplia o conhecimento mútuo entre as duas sociedades e apresenta ao público chinês um Brasil plural, sofisticado, criativo e contemporâneo.

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