A empresa Decolar.com, que reúne venda de passagens aéreas e reservas em hotéis, é investigada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por discriminação de consumidores por origem geográfica. A ação civil pede uma multa de R$ 57 milhões. O processo começou por uma iniciativa da concorrente Booking.com, que levantou informações de diárias em hotéis brasileiros a preços menores para clientes estrangeiros. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
As informações começaram a ser coletadas pelo site concorrente em maio de 2016, com a busca de quartos de hotéis para o período das Olimpíadas por clientes do RJ e de Buenos Aires, Argentina. Foram detectados, na ocasião, quartos disponíveis somente para argentinos. Além disto, a cobrança de preços era mais alta para brasileiros. A diferença de preços chegava a até 30% nesta época e, um ano depois, uma pesquisa semelhante indicou 49% a mais para brasileiros em um hotel de luxo paulistano.
As práticas foram definidas pelo Ministério Público como “geoprincing”, que consiste em oferecer preços diferentes de acordo com a localidade do cliente, e “geoblocking”, oferta de quartos apenas para regiões específicas.
A assessoria de imprensa da Decolar.com afirmou à Folha que não comenta ações judiciais e argumentou que “os serviços são prestados por empresas diferentes”
O tema também segue em investigação na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom).

notícias recentes
Aviação doméstica bate recorde de passageiros e amplia debate sobre conectividade regional
Príncipe Harry defende maior colaboração no turismo durante Skift Global Forum
Reserva Morros Verdes fecha parceria com Grupo Capim Santo
notícias relacionadas
Conheça os cursos do Le Cordon Bleu oferecidos entre outubro e dezembro de 2026
Brasil arrecada R$ 4,8 bilhões do turismo internacional em agosto
Hilton São Paulo Morumbi finaliza primeira fase de reformas