Com um dos focos no setor corporativo, o Hotel Estância Atibainha, em Nazaré Paulista, interior de São Paulo (SP), também foi afetado pela atual crise econômica brasileira. “Desmotivadas pela economia instável, as empresas retiram ou reduzem seus investimentos em viagens corporativas, o que influi diretamente no faturamento e resultados do setor hoteleiro”, analisa Bruno Korn, diretor do empreendimento. Ainda assim, o faturamento da empresa cresceu cerca de 10% em 2015 em comparação ao ano passado. “Em 2014, nosso faturamento foi muito fraco, devido à Copa do Mundo e às eleições”, explica Korn. Também não houve corte nos projetos do hotel em 2015, que realizou a primeira fase da implantação de fibra-óptica para distribuição de internet, concluiu reformas e lançou a “Vila Atibainha”, com sete chalés com 70 m2 cada, com lareira e banheira de hidromassagem. Em 2016, o hotel pretende concluir a segunda fase da implantação de fibra-óptica, mas as expectativas de crescimento são modestas. “A crise econômica e política não são favoráveis em relação à expectativa por um ano melhor. Vamos torcer”, avalia o diretor, que também não vê boas perspectivas para setor hoteleiro por conta dos jogos olímpicos de 2016. “Com base na Copa do Mundo de 2014, creio que não ajudará em absolutamente nada. Torço para que não atrapalhe, como ocorreu na Copa, já que a ‘febre da Copa’ subiu os preços das passagens aéreas, restaurantes e diárias de hotel, inviabilizando muito o turismo corporativo. No Rio, onde os jogos vão acontecer, pode ter alguma melhora, mas sou bastante cético”, finaliza Korn.

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