Mesmo com a crise econômica, tudo ia bem para o Radisson Faria Lima, em São Paulo (SP), no primeiro semestre do ano, mas o quadro mudou no segundo. “Tivemos excelentes resultados no primeiro semestre e mantivemos a previsão feita em 2014. Em julho sentimos a crise com mais força. Julho é um mês habitualmente ruim devido às férias escolares, mas depois o ano não foi o mesmo. Notamos as empresas e demandas bem mais retraídas”, avalia Rafael Caron, gerente de vendas do empreendimento. A empresa encerrou o primeiro semestre com dados acumulados positivos em receita. “Entretanto, a partir do início do segundo semestre, esse cenário não se repetiu”, lamenta Caron. O hotel também não realizou nenhum investimento em 2015. “O hotel passou por uma reforma que durou quatro anos e durou até antes da Copa do Mundo de 2014”, explica o executivo. Caron também não tem boas perspectivas para 2016. “Esperamos crescer, mas menos que nos anos anteriores. Nosso desafio é nos reinventarmos por conta da crise, criando novas oportunidades e produtos para gerar receita, além de trabalhar com novos nichos”, avalia o gerente, que se anima com os jogos olímpicos do ano que vem. “São Paulo terá vários países treinando e usando a estrutura local para adaptação. Estamos animados com a oportunidade, pois estamos próximos aos grandes centros de treinamentos”, finaliza o profissional.

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