Perfil do chef Alex Atala

Uma estrela brasileira em ascensão

Há quem diga que ele elegeu 2010 como uma espécie de ano sabático. Tem evitando entrevistas e passado mais tempo em aviões do que na cozinha dos seus restaurantes. Sua presença na Paladar Brasil 2010, no entanto, a exemplo do que faz desde a primeira edição do evento, não deixa dúvida de que é nesta cozinha que Alex Atala acredita e mantém as raízes como o mais premiado chef brasileiro na atualidade.

Ao lado do seu restaurante D.O.M. – acrônimo de Deo Optimo Maximo, ou Deus é ótimo e máximo, traduzido para o português – Alex Atala figurou novamente este ano, e pela quinta vez consecutiva, no ranking da S. Pellegrino World’s 50 Best Restaurants, reconhecido como o mais célebre indicador de qualidade do mundo. Além de recorrente, a indicação tem sido crescente. Da 50ª posição, em 2006, o D.O.M. saltou para a 18ª em 2010. Somente nas duas últimas edições, o restaurante subiu 22 posições, e detém, desde então, a melhor colocação entre indicados de toda a América Latina.

Com uma modéstia incomum, considerando a performance, Alex Atala é taxativo ao afirmar que em 2011, sequer arriscaria dizer se continuará na lista. “A competição é muito forte e este já foi um ano atípico, com grandes subidas, mas também grandes descidas. Estou muito satisfeito com essa colocação e muito feliz por mais um ano estar entre os 50 melhores do mundo, mas gostaria de ver mais brasileiros no ranking. Hoje daria minha posição para ver pelo menos mais dois ou três nomes lá”.

Questionado se o reconhecimento internacional seria um primeiro passo em direção a abertura de uma filial do D.O.M. fora do Brasil, ou mesmo do Dalva e Dito, a mais nova casa, aberta no ano passado, a resposta é não. Seu papel de difundir a gastronomia brasileira no exterior ele reforça participando ativa e frequentemente de eventos e aulas que ministra ao redor do mundo, como Cook It Raw (Itália), Madrid Fusión (Espanha), Identitá Golose – Congresso Italiano Di Cucina D’autore (Itália), Melbourne Food and Wine Festival (Austrália) e Bon Appètit (Estados Unidos), apenas para citar alguns.

Para os brasileiros, no entanto, o chef ainda reserva novidades, como a abertura de uma padaria, cujo nome ainda não foi revelado, mas que já tem endereço certo. Ela ocupará o antigo endereço do espaço de eventos do D.O.M. na Barão de Capanema, em São Paulo, e deve ser aberta até outubro. O comando da padaria ficará a cargo dele próprio, e de Rogério Shimura, chef padeiro responsável por todos os pães servidos no D.O.M., no Dalva e Dito e nos eventos internos e externos do grupo. Shimura é bastante reconhecido na área da panificação e ministra aulas no curso de Gastronomia da Universidade Anhembi-Morumbi. E para não fugir às raízes, o espaço terá o foco nos pães e quitutes brasileiros.

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