O Brasil permaneceu em 1º lugar entre os países da América Latina que mais receberam eventos em 2016. Nesta segunda-feira (8), a ICCA (Associação Internacional de Congressos e Convenções) divulgou o ranking anual dos destinos que mais realizam eventos internacionais. Nas Américas, o País fica em terceiro atrás apenas dos Estados Unidos e Canadá. O segmento MICE (Meetings, Incentives, Congress & Events) é o segundo segmento que mais contribui no fluxo internacional de visitantes para o Brasil, logo após do Lazer.
Desde 2003, quando a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) passou a se dedicar exclusivamente à promoção do Brasil como destino turístico no exterior, os Congressos e Convenções de Negócios subiram 294%, de 62 para 244 eventos no total. No mesmo período, o número de cidades que sediaram esse tipo de evento subiu de 22 para 45. O presidente do Instituto, Vinicius Lummertz, reforçou que a chance de incrementar ainda mais esses números está na modernização da autarquia e na aprovação dos projetos do Brasil+Turismo, plano de desenvolvimento do setor do Ministério do Turismo.
“A Embratur investe no Programa de Apoio à Captação e Promoção de Eventos Internacionais desde 2004, com o intuito de sensibilizar e mobilizar a cadeia produtiva do turismo MICE para consolidar o Brasil como um destino de encontros e eventos internacionais. Essa estratégia traz muita visibilidade para o nosso País, porém ainda precisamos de mais investimento”, comentou. Lummertz lembrou ainda que, no último ano, o Brasil recebeu os Jogos Olímpicos e Paralimpicos, provando a capacidade do País como realizador de eventos internacionais, trazendo um grande impacto futuro na economia.
O ranking da América Latina segue com Argentina (188 eventos), México (182), Colômbia (147) e Chile (104). Dentre as cidades brasileiras, São Paulo é a primeira (62 eventos), seguida do Rio de Janeiro (47) e Brasília (18) – esta contou com incremento de 63% do ranking 2015. São considerados para o calendário apenas os eventos associativos e itinerantes, que tenham três edições ou mais, com o mínimo de 50 participantes.
“Os eventos incrementam a economia local e contribuem para o desenvolvimento de diversas cidades brasileiras. Se a Embratur tiver mais autonomia na promoção do País, poderá aumentar ainda mais o número de cidades que sediam eventos e criar uma verdadeira cultura de turismo de Negócios e Eventos no Brasil”, completou Lummertz.
Baseando-se nos dados de impacto econômico apresentados pela pesquisa da FGV, apenas para as ações realizadas pelo Programa de Apoio à Captação e Promoção de Eventos Internacionais no ano de 2016, a Embratur apoiou a entrada de mais de R$ 300 milhões na economia brasileira até 2025.
O ranking global tem na liderança dos Estados Unidos com 934 eventos, seguido pela Alemanha com 689 e o Reino Unidos com 582. O Brasil aparece na 15ª posição e foram estimados mais de 120 participantes para os 244 eventos. O ranking completo está disponível apenas para membros da Associação e o documento deve ser divulgado em breve.
*As informações são da assessoria de Comunicação da Embratur.

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