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Audiência pública discute a economia colaborativa no Brasil

Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 21 de março, audiência pública na Câmara dos Deputados da Comissão do Marco Regulatório da Economia Colaborativa. Presidida pelo deputado federal Herculano Passos (PSD-SP), a reunião também contou com a presença à mesa de Manoel Linhares, da ABIH Nacional, Alexandre Sampaio, FBHA e CNC, Flavia Matos, Airbnb, e Gustavo Dias, Expedia.

Como sempre, neste tipo de audiência pública, o Airbnb se mostra organizado e faz “barulho”, levando uma plateia para mostrar apoio ao conceito. Já a hotelaria, infelizmente, contava com poucos representantes.

Manoel Linhares abriu as apresentações com um discurso já pronto e em tom de campanha política. Ele apontou as já conhecidas demandas da hotelaria, como as questões de segurança e tributária.

Outro ponto destacado foi o modelo de alguns construtores ou mega investidores que possuem até mais de 100 unidades imobiliárias e que as disponibilizam para aluguel usando as plataformas. “Isso é maior do que a maioria do hotéis do Brasil”, afirmou Linhares.

Flavia Matos, por sua vez, apresentou os números que o Airbnb vem movimentando no país e defendeu a importância da democratização do turismo no Brasil. Ela se defendeu a respeito das questões de segurança levantadas por Linhares, enfatizando que este assunto dentro da empresa é gerido por um profissional que já foi integrante da CIA, a agência de inteligência norte-americana. 

Alexandre Sampaio, já em um tom conciliador, apontou que o modelo da economia colaborativa é irreversível e que se faz necessária  uma regulamentação, para também poder haver uma distribuição de recursos provenientes das plataformas para as cidades de origem dos imóveis, já que a única tributação possível hoje são os 27,5% referentes ao imposto de renda. O ônus desse processo pertence ao cliente e não ao proprietário dos imóveis, mas, mesmo assim, esse modelo de hospedagem seria sempre mais econômico do que a hotelaria tradicional.

O diretor jurídico da Expedia no Brasil, Gustavo Dias, apresentou os investimentos da companhia no país e onde se encontra a expedia na cadeia produtiva do turismo.

Poucos deputados que estavam presentes pediram a palavra, e todos apontaram que o turismo no Brasil é sub aproveitado e que não temos ferramentas atrativas para seduzir o publico externo.

A audiência foi mais um passo em direção a regulamentação do mercado, mas a hotelaria precisa ficar atenta às oportunidades que surgem, e, principalmente, ao hospede do futuro, que cada vez mais estará conectado e dependente da tecnologia – lembremos que muitos hotéis no Brasil ainda não têm nem website. Aí fica difícil.

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