Assinatura de viagens
Interesse crescente pelo serviço é uma oportunidade para a hotelaria rentabilizar e aumentar sua base de clientes
Quando se fala em serviços por assinatura, a primeira coisa que vem à mente são as TV’s a cabo e os streamings, como Netflix, Amazon Prime Video ou Spotify. Também em evidência, principalmente após o início da pandemia da Covid-19 – quando as pessoas precisaram ficar recolhidas na segurança de suas casas -, estão os clubes de vinhos, livros, cuidados pessoais e artigos para pets. Desde então, oferta e demanda não pararam de crescer.
De acordo com um estudo divulgado pela consultoria Mordor Intelligence, o mercado global de comércio eletrônico por assinatura deve passar de US$ 120 bilhões em 2022 para
US$ 904,2 bilhões até 2026. O documento revela que as marcas de assinaturas existentes aumentaram sua base geral de clientes em 31% apenas em 2021. Ademais, 79% dos consumidores manifestaram interesse nesse tipo de serviço.
No Brasil, o segmento também não é novidade. Uma pesquisa realizada pela Betalabs, com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), revela que os clubes de assinatura movimentam cerca de R$ 1 bilhão na economia brasileira. O documento apontou que o setor saltou de 300 empresas em 2014 para mais de seis mil em 2021 e a expectativa é que cresça cada vez mais comparado ao mercado americano, que já movimenta mais de US$ 10 bilhões por ano.
Da mesma forma, o levantamento da Toluna Insights, feito a pedido da Collinson – líder global em benefícios e fidelização de cliente -, revelou que os entrevistados pagariam um clube de assinatura motivados por benefício (53%), preço (26%) e conveniência (17%), sendo que ao menos 30% deles têm interesse em assinar programas voltados para viagens. E é aí que entra a hotelaria.
Atraente para os viajantes frequentes que desejam economizar tempo e dinheiro em suas viagens, famílias que querem programar as férias com antecedência, empresas que buscam opções de benefícios para seus funcionários e pessoas que almejam experimentar novos destinos sem ter que lidar com os desafios do planejamento, a assinaturas de viagens não é algo novo, mas tem se destacado nos últimos tempos como um grande mercado.
A modalidade, que é capaz de oferecer informações importantes às empresas sobre o que é mais vendido e fortalecer o elo com os clientes, garante receita adiantada e recorrente, o que pode ser um incentivo para investir no segmento, como conta Gabriela Otto, CEO da GO Consultoria e presidente da HSMAI Brasil. “Além disso, possui um público alvo bem amplo, a depender da empresa e do tipo de plano oferecido”, completa.
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