Edição 423ESGNotíciasRevistas
Agenda ESG: ENVIRONMENTAL

Grande parte do setor já se mobiliza para a proteção do meio ambiente

O E do ESG é certamente o pilar mais conhecido e, talvez, o mais urgente diante dos desafios que a humanidade enfrenta relacionados à mudança climática, restrição de recursos hídricos, aumento da poluição e perda da biodiversidade. É importante ressaltar que o critério E precisa ser compreendido tanto no sentido da proteção ambiental quanto na mitigação da interferência no meio ambiente, além da reparação de possíveis danos.

Segundo a International Renewable Energy Agency (IRENA), apenas 29% da geração global de eletricidade vêm de fontes renováveis, enquanto as emissões de carbono continuam em tendência ascendente. Durante a COP27, realizada no Egito em novembro do ano passado, Inger Andersen, chefe do Programa Ambiental da ONU (Pnuma), afirmou que ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Até 2030, precisamos reduzir as emissões entre 30% e 45%, mas desde a COP26 baixamos apenas 1%”.

Já o secretário-executivo de Mudanças Climáticas da ONU, Simon Stiell, enfatizou a importância de diminuir o aquecimento global para 1,5oC, de acordo com a meta estabelecida pelo Acordo de Paris. “Qualquer aumento acima do estipulado potencializa os riscos para a saúde, meios de subsistência, abastecimento de água, crescimento econômico e segurança alimentar e humana”.
Sobre a proteção da biodiversidade, os idealizadores do Acordo de Paris presentes na COP27 pediram que líderes mundiais criassem um plano de biodiversidade global ambicioso e transformador. “As agendas do clima e da natureza estão interligadas. Precisamos de medidas urgentes para deter e reverter a perda da natureza nesta década, enquanto continuamos a intensificar os esforços para descarbonizar rapidamente nossas economias”, disseram em comunicado.

São dois fatores de extrema importância e grande urgência, e os setores turístico e hoteleiro podem e devem contribuir implementando ações para mitigar e regenerar os danos ambientais causados durante sua operação. “Para isso, é essencial que a organização realize um bom diagnóstico, avalie seus impactos e entenda onde deve agir, para aí sim iniciar suas ações”, explica Pedro Gayotto, cofundador e diretor de Operações da Vivalá.

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