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Acessibilidade abre temário do 2º Equipotel Conference

Estreou hoje, no segundo dia da Equipotel, a série de fóruns inseridos como novidade no temário técnico do Equipotel Conference. O fórum foi dividido em duas partes tendo a arquitetura como tema central, a primeira enfocando os desafios na elaboração e execução de projetos acessíveis e a segunda com o olho na sustentabilidade.

A apresentação do primeiro painel ficou a cargo da diretora-presidente do Instituto Acessível, Sandra Perito; da arquiteta da Secretaria da Pessoa com Deficiência da Cidade de São Paulo, Silvana Cambiaghi; e do diretor geral da Arco Sinalização Ambiental, Frederico Viebig, sob moderação de Rogério Romeiro, da Rogério Romeiro Arquitetura.

Sandra Perito abriu o fórum mostrando uma série de projetos hoteleiros mal sucedidos, do ponto de vista da acessibilidade, dentro e fora do Brasil. Na opinião da diretora do Instituto Brasil Acessível e da arquiteta Silvana Cambiaghi, falta precisão aos projetos, mesmo àqueles planejados para pessoas com necessidades especiais. “Imaginem então os que não levaram em conta esse público”, relata Sandra, para quem a adaptabilidade é a melhor solução, tanto do ponto de vista prático quando financeiro. Sandra e Silvana acreditam que o custo é um fator que pode limitar maiores investimentos em projetos acessíveis, aliada à falta de incentivo do poder público.

APOIO E FISCALIZAÇÃO

Para Frederico Viebig, da Arco Sinalização, o que falta é conscientização por parte dos empresários e fiscalização dos órgãos públicos. “Os custos para que um projeto se torne acessível são mínimos, se comparados ao investimento total. O que acontece é que a maioria dos projetos não contemplam essa necessidade. Segundo Viebig, a questão é ainda mais grave na análise dos empreendimentos construídos ou inaugurados antes de 1993, quando foi implantada a lei que exige a adoção de padrões mínimos de acessibilidade em estabelecimentos públicos.

Viebig apresentou um dado alarmante que atesta que em todo o mundo 12% dos óbitos na população geriátrica acontecem em decorrência de quedas e o índice sobe para 70% entre idosos com mais 75 anos. O palestrante lembrou também algumas mudanças que devem ocorrer na normativa da acessibilidade (NBR 9050) e que deverão ser apresentadas nos próximos 60 dias. As principais inovações, segundo Viebig, estão ligadas às deficiências do campo visual e auditivo.

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