Utensílio de plástico
Praticidade e estética motivam o aumento contínuo da demanda
Resistentes, leves, atóxicos e versáteis, os utensílios plásticos não descartáveis são sinônimos de praticidade nos restaurantes, bares e similares, em diversas áreas de empreendimentos hoteleiros, como na de convenções, nas piscinas, nos spas e nos playgrounds. O mercado oferece peças com designs modernos de diferentes formas, tamanhos e cores, com a aparência equivalente ao vidro, à cerâmica ou à porcelana, com vantagem em relação ao custo-benefício.
O plástico foi inventado a menos de um século e revolucionou a vida moderna. Sua história registra rápida evolução tecnológica, delineada pela criação e transformação do material, permitindo a sua aplicação em grande escala, abrangendo diversas áreas produtivas e de consumo. Há poucas semanas, foi divulgada mais uma novidade: o desenvolvimento do papel sintético fabricado com plástico descartado pós-consumo. Acompanhando a prioridade mundial da sustentabilidade, são realizadas pesquisas para dar ao material, que é reciclável, a característica de biodegradável.
Apesar do consumo brasileiro do plástico ser reduzido, em comparação aos países desenvolvidos, é cada dia mais comum peças deste material substituir outras. Mundialmente, sua evolução gera novas expectativas porque, além da vantagem no custo-benefício, tem como principal característica manter a forma após a moldagem, informa o Recicloteca (Centro de Informações sobre Reciclagem e Meio Ambiente).
Consumo
Pesquisa realizada pela Abiplast (Associação Brasileira da Indústria de Plástico), intitulada Perfil 2008 – Indústria Brasileira de Transformação de Material Plástico, assevera que o produto está, cada vez mais, presente em todos os setores e cita que é uma tarefa difícil especificar a quantidade de plástico utilizado nos diferentes segmentos.
Esta ampla utilização do material plástico na vida de todos os setores produtivos e em todos os níveis de consumo revela a sua extrema importância para a economia. O setor responde por cerca de 8% do PIB nacional, informa o Simpesc (Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina).
Entretanto, foi o baixo consumo, registrado no Brasil, que motivou a realização do 1º Salão do Acrílico, em agosto, no Fecomércio de Evento de São Paulo, promovido pela Craft Design em parceria com o Indac (Instituto Nacional para o Desenvolvimento do Acrílico). Foi direcionado a diferentes segmentos, tais como a decoração e a arquitetura, informa Elaine Landufo, uma das organizadoras. Ela cita: o consumo/ano per capita brasileiro é de 38 g, menor do que na Argentina (60 g), no Chile (70 g) e no México (110 g). Com o evento, espera-se aumentar esse índice para 100 g per capta. E opina: as perspectivas de crescimento do setor são otimistas.
Ao descrever as propriedades do acrílico, tendo em vista a sua utilização em diferentes setores, entre outros aspectos, Elaine aponta: transparente como o vidro, resistente ao impacto, variedade de cores e espessuras, diferentes formas de moldagem, reciclável, sem porosidade e higiênico (segurança no contato com alimentos), além de resistente às intempéries sob qualquer clima, à abrasão comparável à do alumínio, à fragmentação (quebra) e ao calor (semelhante à madeira, sem produzir fumaça).
Para os profissionais da hotelaria e gastronomia, ela manda um recado: atualizem-se sobre os novos usos do acrílico. A indústria investe em pesquisa e desenvolvimento e sempre tem novidades.
Realmente, no mercado são amplas as opções de produtos de acrílico para A&B, desde copos, talheres, jarras, pratos, tigelas e saladeiras, até sofisticados acessórios, como coolers, baldes de gelo, taças para drinks e sorvetes, bandejas, porta-guardanapo e talheres para servir.
A demanda por utensílios de acrílico para A&B tem registrado contínuo crescimento. Além da utilização de rotina, muitos empreendimentos hoteleiros e gastronômicos estão substituindo os produtos descartáveis pelo acrílico, visando à redução da quantidade de lixo, essencial para a qualidade ambiental, informa o diretor de conceituada empresa do setor.
Com aparência de cerâmica ou porcelana, os utensílios de melamina é outra opção que tem conquistado a atenção do segmento de A&B. Trata-se de uma resina sintética, portanto, sua principal característica é a resistência, o que lhe confere vantagem competitiva em relação ao custo-benefício.
Os utensílios de melamina têm um ano de vida útil, afirma o executivo de uma empresa que está trazendo, ao mercado brasileiro, ampla opção de utensílios deste material. Entre outras características dessas peças, ele cita: mais leves do que as de cerâmica ou porcelana facilitam o serviço dos profissionais de A&B e suportam a máquina de lavar louças.
Argumentos não faltam para justificar a crescente utilização dos plásticos. Entretanto, plagiando o bioquímico Roberto Martins Figueiredo, mais conhecido como o Dr. Bactéria, ressalta-se: o plástico não é hereditário, ou seja, quando estiver amarelado (desbotado) ou com rebarbas, está na hora de trocá-lo. Depois deste período, aconselha-se a reposição para garantir um visual de qualidade aos serviços do A&B.

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