Bares e restaurantes atuam como máquinas para a empregabilidade no país
Por Alexandre Sampaio
Segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), nos primeiros oito meses de 2023, os setores de alojamento e alimentação registraram um impressionante aumento de 243 mil novos postos de trabalho, incluindo tanto empregos formais quanto informais.
O setor de serviços, especialmente o de alimentação, segue sendo o segmento que mais contrata, promovendo a menor taxa de desocupação no país há anos. Por se tratar de uma área que está em constante crescimento, os bares e restaurantes tendem a estar constantemente com novas vagas de emprego abertas.
É também um dos mais inclusivos no que diz respeito ao primeiro emprego e oportunidade para um recomeço na carreira. Abrangem os menores aprendizes, estagiários e pessoas mais velhas que querem se recolocar no mercado de trabalho. Fico feliz em dizer que, na área de alimentação, há sempre espaço para aprender uma nova profissão e crescer dentro dela.
Reforçando isso, a pesquisa mostrou ainda que mais de 90% dessas vagas estão centralizadas em bares e restaurantes – o que representa mais de 200 mil empregos somente no setor.
Como presidente de uma entidade que representa este empresariado, e particularmente como empresário, recebo esses dados com entusiasmo, pois mostram a resiliência do setor e a importante representatividade para a economia do país.
Acredito que para o próximo ano, devemos superar esses dados e manter o alto nível de contratações. Para isso, espero que o Senado Federal mantenha um regime diferenciado para o setor no texto da Reforma Tributária. É importante lembrar que bares e restaurantes são importantes máquinas para a manutenção da economia e empregabilidade brasileira.
Alexandre Sampaio é presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA)

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