Entrevistas
Três perguntas para Pedro Döhnert, do Doral Guarujá

Inaugurado em julho de 2014 no litoral paulista, o Doral Guarujá – antigo Transamerica Prime Guarujá – suspendeu suas atividades entre abril e novembro de 2020, quando reabriu suas portas ao público com operação independente. De lá para cá vem batendo recordes de faturamento. No primeiro trimestre deste ano, alcançou um crescimento de 76,77% na receita e de 36,25% no valor da diária média em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo Pedro Döhnert, gerente geral do empreendimento, um dos motivos do sucesso é o intenso trabalho de marketing e vendas. “Estamos sempre de olho nas principais tendências de marketing digital. Acompanhamos diariamente as boas práticas de diversos segmentos e adaptamos para nossa realidade. A hotelaria ainda é muito carente de investimentos, conhecimento em marketing digital, soluções e ferramentas específicas. Estamos sempre nos atualizando e nos adaptando constantemente a esse cenário de inovações”, explica.

Sobre novas atrações, o executivo diz que estão em fase de planejamento e estudando cronogramas. “Mas, adianto que estamos implementando ações para atrair ainda mais público durante a Copa do Mundo. O objetivo é termos entretenimento durante as transmissões de jogos nas áreas de lazer. Outras atividades que fazemos são atrações para datas comemorativas e cardápios temáticos.

1- Quando o hotel foi aberto? Qual o público alvo principal? Poderia contar um pouco da história dele?
Desde sua inauguração em julho de 2014 a abril de 2020, o hotel foi administrado pelo Transamérica. Entre abril e novembro de 2020, já durante a pandemia, ficou fechado, reabrindo como Doral Guarujá em dezembro do mesmo ano.

O hotel está aberto a todos que desejam uma hospedagem de qualidade, com atendimento de excelência e gastronomia de primeira. Nossos principais hóspedes atualmente são casais e famílias que residem principalmente no estado de São Paulo e em cidades ao sul de Minas Gerais, com destaque para quem busca uma opção para viajar com os seus cãezinhos.

2- Como foi a decisão de sair da operação de uma rede? Porque resolveram mudar a gestão em um ano tão complicado como foi 2020?
Consultamos e analisamos várias operadoras. Porém, um empreendimento com poucas unidades habitacionais e com a nossa característica, precisa de uma diária média suficiente para proporcionar lucratividade. Além disso, muita atenção na geração de receitas e no conceito.

Entendemos naquele momento que a proposta das marcas não se encaixava com o estilo do empreendimento e que também teria pouca flexibilidade junto às operadoras hoteleiras. Outro motivo é que já acreditávamos no modelo digital de vendas, no qual não encontramos uma solução por parte delas.

Por isso, apostamos em uma marca própria e no modelo de gestão profissional, que o proprietário da unidade concordou. No fim, deu certo, assim como alguns cases de mercado.

3- Nesse período em que ficou fechado, fizeram algum tipo de remodelação, alguma novidade na estrutura?
O hotel passou por uma revitalização da estrutura e pintura geral do prédio, além de adequações necessárias para a segurança de colaboradores e hóspedes devido à Covid-19. Mas, a mudança mais importante foi o seu reposicionamento de marca e imagem, além do desenvolvimento de novos serviços, passando a atender a um público mais premium, o que permitiu, também, incrementar o valor da diária média.

O Doral Guarujá também passou a receber os pets, entendendo que eles fazem parte da família, e estiveram ainda mais presentes em nossas vidas, principalmente durante a pandemia. Nos tornamos referência nesse segmento, sendo premiados pela Universidade Pet Friendly como melhor Hotel Pet Friendly categoria Litoral, e uma menção honrosa dos jurados, como destaque de experiência no HSMAI Awards 2021.

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