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XI Encontro do Setor de Feiras e Eventos discute feiras em tempos de crise

O grupo Radar realizou ontem, 23, a décima primeira edição do Encontro do Setor de Feiras e Eventos (ESFE). Na ocasião, profissionais e empresas relacionadas ao setor participaram de palestras e workshops.

O primeiro painel reuniu seis debatedores e foi liderado por Lígia Amorim, diretora geral da NürnbergMesse Brasil, discutindo o tema “Por que feiras em tempos de crise?”. O setor de feiras e eventos sofreu reduções em número de realizações e de visitantes nos últimos anos, mas, de acordo com a profissional, após a crise o mercado deve voltar a crescer. “Essa história de que a internet resolve tudo eu ouço desde 2001. Mas ninguém fecha negócios, contrata, sem olho no olho”, afirma Lígia.

Jean-François Quentin, presidente da UBM Brasil, também acredita que o mercado volte a crescer, mas não irá se recuperar totalmente. “Se perdermos 20% em 2016, acho que não vamos recuperar tudo, pois as empresas irão se adaptar à crise. A longo prazo, a dinâmica não será crescer como em 2012 e 2013, que foram o ponto alto do setor de feiras”, explica.

Lígia acredita que o governo precisa investir mais no setor, “tornando os pavilhões descentes e investindo em transportes”. Damien Timperio, diretor geral da São Paulo Expo, concorda. “Vou dizer algo básico, mas é preciso ter estacionamentos com cobertura até os pavilhões, para que o expositor consiga chegar lá seco”, afirmou.

Marcelo Vital Brasil, da União Brasileira dos Produtores de Feiras (Ubrafe), afirmou que as feiras provocam impacto econômico dentro das cidades, mas que não recebem do governo a prioridade esperada. “Em épocas de eventos as pessoas usam táxis, ficam em hotéis, vão a lanchonetes. Mas quando vamos conversar com o governo, parece que é a primeira vez que estão ouvindo falar sobre feiras”, explica.

Juan Pablo de Vera, da Reed Exhibitions Alcantara Machado, lembrou a importância da proximidade com os clientes em épocas de crise e de realizar um bom trabalho para não perder a confiança deles.

No Brasil, o mercado de feiras e eventos é relativamente novo e comemora 60 anos em 2018. O setor corresponde a 0,03% do PIB nacional, porcentagem menor do que em outras regiões, como Hong Kong, onde representa 0,15% do PIB. 

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