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Transparência e cautela são primordiais para os investimentos em ativos imobiliários e de multipropriedade

                Durante a 14ª edição do ADIT Investe, promovido pela ADIT Brasil (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil), sediado no SECOVI/SP, também ocorreu o painel intitulado Investimentos em ativos imobiliários e de multipropriedade, mediado por Juliana Melo, sócia e diretora de novos negócios da Fortesec.

             O diretor de gestão e negócios Habitat, Eduardo Malheiros, ressaltou que o perfil de investimento da empresa é sempre o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) pulverizado, que tenha como lastro muitos contratos. “Como o corporativo demanda essa pluralidade, estamos sempre no residencial, e mais recentemente em multipropriedade, em menor número. Ainda temos pouca concorrência na concessão de crédito, mas é uma tendência. O fato é que, para a multipropriedade funcionar, precisa ser um excelente negócio, com muita transparência. Estamos otimistas, pois é um ativo supérfluo, mas estamos atentos aos movimentos do mercado”.

                Fernando Crestana, diretor executivo do BTG Pactual lembra que, na frente de fundos imobiliários, o grupo atua com vários perfis. “Temos três portfolios de CRI, próximos a 700 milhões de reais, e mantemos uma parceria de sucesso no setor de hotelaria. A multipropriedade tem uma particularidade muito grande, e, embora mantenhamos um fundo para esse investidor, o Condotel (empreendimento hoteleiro com unidades autônomas que possuem escritura definitiva, administradas por uma operadora hoteleira), ainda não é o nosso forte. A legislação é recente e o próprio investidor precisa de mais segurança. Acho difícil estimar prazo para grandes investimentos nesse perfil. Precisamos de mais segurança diante do comportamento do setor”.

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