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Tangará Foods anuncia investimentos de R$ 55 mi em fábrica de lácteos

O grupo Tangará Foods anunciou investimentos de R$ 55 milhões na aquisição de uma planta de lácteos em Estrela, no Rio Grande do Sul, a Lativale. A empresa gaúcha produz leite em pó, leite condensado e creme de leite, com matéria-prima fornecida por uma rede de 12 mil produtores locais.

A aquisição é o primeiro passo para que o grupo passe a atuar na industrialização do leite in natura, com o foco na ampliação do mix de produtos. Com a aquisição da Lativale, haverá um aumento de 25% na capacidade de produção.

Para os próximos cinco anos, o core business do grupo deverá ser os mercados de food service e varejo. Para isso, a Tangará contará com uma rede de 30 centros de distribuição em todo o Brasil.

“A ideia é incrementar a prestação de serviços logísticos, trazendo mais rapidez na entrega de produtos, disponibilização de ingredientes para autosserviço e atendimento personalizado”, afirma o vice-presidente do grupo, José Aloizio Teixeira Junior.

Alta no faturamento

Comercializando cerca de 100 itens entre soluções lácteas, leite em pó, café e ingredientes para indústria de alimentos, a empresa fechou o ano passado com lucro líquido de R$ 143 milhões, o que representa um acréscimo de 73,7% com relação ao ano de 2009, quando atingiu R$ 82,3 milhões.

O resultado positivo da Tangará foi impulsionado pela operação de sale & leaseback, anunciada em maio de 2010, com arredamento do parque industrial de Vila Velha (ES) junto à Funcef, fundo de pensão da Caixa Econômica Federal. Com o acordo, a Funcef adquiriu o parque industrial da empresa sobre o qual a Tangará terá direitos de uso por 10 anos – com prioridade na renovação do contrato ou na recompra do bem.

Os bons números apresentados refletem ainda a compra de 50% da norte-americana Caturra Coffee, em 2009, o que alavancou as operações de café da Tangará no mercado internacional, justamente em um momento de alta do preço do produto.

Segundo José Aloizio Teixeira Junior, essa é a maior alta do preço do café nos últimos 15 anos. “O aumento do consumo mundial por países subdesenvolvidos, estoques mundiais em baixa com tendência de queda, além da redução/quebra de safra no Brasil e, na Colômbia, pelo terceiro ano consecutivo, são os principais fatores que justificam a alta”, explica.

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