Rio de Janeiro

Cidade que inspirou a criação da “Hotelnews” continua maravilhosa e registra o fluxo turístico mais estável do país

Esquentando os tamborins para mais um carnaval promissor, o Rio de Janeiro tem muito a comemorar. Logo após ser es¬colhida como sede da Olimpíada, em 2016, a cidade teve uma exposição mundial espontânea de mídia, que motiva a otimista expectativa. Para a festa do Rei Momo, es¬pera receber 730 mil turistas, movimentan¬do a economia em US$ 528 milhões. Para o verão inteiro (dezembro a março) projeta recepcionar mais de 2,5 milhões de turistas e obter renda em torno de US$ 1,9 bilhão.

Esses dados são informados por Antônio Pe¬dro Figueira de Mello, presi¬dente da Riotur e secretário especial de Turismo dessa cidade que, nos últimos anos, apresentou um dos fluxos turísticos mais estáveis do País. Ele ressal¬ta que “mais do que manter a demanda, o setor trabalha para aumentar cada vez mais o número de turistas. Para isso, investe no aperfeiçoamento dos principais eventos (réveillon e carnaval), além de oferecer, fora da alta temporada, um calendário forte e inte¬ressante. Em 2009, por exemplo, acontece¬ram o Athina Onassis International Horse Show e o Oi Fashion Rocks, no segundo semestre. Já tem para 2010 o Fifa Fan Fest, que será durante a Copa do Mundo. Além disso, continua batalhando para receber outros eventos de grande porte”.

Alfredo Lopes, presidente da ABIH RJ, lembra que esse calendário com bons eventos teve início com os jogos Pan-Americanos. “A partir daí foi possível pleite¬ar um local de destaque na Copa do Mundo 2014, o que certamente acontecerá. Inclusive a sede da CBF deverá ser instalada na Barra da Tijuca e a mídia do mundo inteiro ficará na cidade. Em seguida, o Rio captou a Olimpíada. Esses eventos de grande porte deixarão um legado social, infraestrutura e segurança, possibilitando futuros calendários ainda mais robustos à cidade”.

“Agora, o foco é aproveitar esse momento para investir na divulgação da cidade e não só atrair mais turistas como também aumentar a permanência deles. E, claro, trabalhar em parceria com associações, entidades de classe e iniciativa privada para a capacitação e qualificação da mão-de-obra que atende ao turista. Outra prioridade é o aeroporto. É fundamental que esteja à altura dos grandes eventos que iremos receber”, lembra Antônio Pedro.

Hotelaria

Há alguns anos, a hotelaria carioca mantém a taxa média anual de ocu¬pação em 65%, informa Alfredo. Ressalta que “isso ocorre com um aumento de unidades habitacionais, ou seja, o número de passageiros com destino ao Rio vem crescendo. A cidade dispõe de 28 mil quartos e o Estado, 27 mil. Na capi¬tal, a meta é crescer mil novos quartos por ano. Em 2008, com a crise mundial, houve uma redução nesse ritmo, mesmo assim, quatro hotéis estão em constru¬ção. Até a Olimpíada devem ser edificados 1,5 mil quartos por ano, tendo como objetivo chegar à época do evento com um número suficiente e necessário”.

Há dez anos, a cidade e a hotelaria têm investido para criar infraestrutura para o seg¬mento de viagens de negócio, que hoje responde por 60% do fluxo turístico. O lazer está bastante concentrado na alta temporada de verão, informa o presidente da ABIH RJ.

Indagado sobre o aspecto de segurança na cidade, Alfredo ressalta que, em pesqui¬sa realizada na hotelaria carioca com os turistas, esta questão apa¬rece em quarto lugar. Detalhe: a preocupação não é o crime orga¬nizado. A queixa é de pequenos furtos que ocorrem nas ruas e nas praias. A pesquisa demonstrou que as maiores preocupações dos hóspedes são: desordem urbana (camelos e pedintes nas ruas), falta de sina¬lização e de limpeza.

Algumas medidas já foram toma¬das para minimizar a desordem urbana, por exemplo, a presença mais ostensiva da guarda municipal nas ruas e praias. A sinalização ainda precisa ser melhorada, pois o Rio tem ruas tortuosas, não há uma padronização na colocação dos números dos imóveis e deveria haver uma legisla¬ção a respeito. Quanto à limpeza pública, no carnaval de 2009, as ruas ficaram sujas porque os desfiles dos blocos ocorreram de forma desordenada, o que impossibilitou a manutenção. Em 2010, esse problema deverá ser solucionado, pois foi feita uma programação, serão instalados banheiros químicos e está prevista maior fiscalização do que no ano anterior, explica Alfredo. Em sua opinião, a limpeza pública poderia ser melhor se o governo federal reeditasse a campanha do Sujismundo (1970). Desta vez, entre outros enfoques, a propaganda deveria ressaltar a limpeza nas praias e combater a pichação nos muros.

Enfatizando que as questões cita¬das na pesquisa estão recebendo a devida atenção, Alfredo frisa; “estamos muito satisfeitos com o ritmo crescente do turis¬mo no Rio de Janeiro. Haverá muitos in¬vestimentos nos hotéis e é neste momento promissor que a ‘Hotelnews’ faz 50 anos. Esperamos que, cada vez mais, tanto o Rio quanto a revista tenham prosperidade”.
Antônio Pedro ressalta: “melhor do que completar 50 anos é chegar lá com uma aparência jovem e em dia com as ten¬dências da atualidade. Assim, parabenizo toda a equipe da revista não só pela con¬quista dessa importante marca, mas prin¬cipalmente por continuar sendo referência no segmento hoteleiro, trazendo matérias interessantes e serviços de grande valia para esse mercado em um formato bonito, moderno e de leitura muito agradável. Que venham mais 50 anos de sucesso.”

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