AconteceNotícias
Ricardo Amorim fala sobre oportunidades e crise no Fórum de Viagens Corporativas

Com o objetivo de unir os players do mercado de viagens de negócios para a troca de conhecimento, o Fórum de Viagens Corporativas aconteceu durante toda esta terça-feira em São Paulo. O evento é idealizado pela HRS, líder global em reservas de hospedagem corporativa, e já acontece em outros países, como a Alemanha, China e Itália. Nesta primeira edição brasileira, contou com convidados como o economista e consultor Ricardo Amorim, que falou sobre o momento político e econômico atual do País, e as oportunidades que a crise traz.

Otimista, ele apontou a necessidade de não se desperdiçar a chance de atuar de maneira incisiva agora. “Eu lanço esta pergunta: o que é que vocês sabem que deveriam fazer, vem levando com a barriga porque não é confortável, mas sabem está na hora de fazer?”, provocou, apontando que é em um momento como este de crise que as pessoas e as empresas saem de sua zona de conforto e são forçadas a fazer seu melhor. Com a economia se comportando de maneira cíclica, a tendência histórica é de que passemos por um momento de retomada da confiança no país, queda de juros, valorização da moeda e volta dos investimentos.

Analisando a situação política pós-impeachment, o economista mostrou que alguns índices já aparecem de forma mais positiva – como é o caso da valorização do real frente ao dólar e as previsões de aumento, mesmo que muito sensível, do PIB. “O que falta para recuperar a confiança do Brasil é equilibrar as contas públicas”, definiu ele como missão importante para o governo de Michel Temer.

Outro fator que irá impulsionar a retomada econômica no país, e que afetará também o mercado hoteleiro, é o crescimento da classe média, segundo Amorim.  Esta tendência, que já é vista pelo turismo há alguns anos, fortaleceu o setor em anos de crescimento econômico, e deve impactá-lo positivamente mais uma vez. Isso porque não só no Brasil, onde a projeção é que o mercado consumidor médio ganhe 35 milhões de novas pessoas, mas em países como a China e até a Índia as pessoas estão ganhando mais. Isso gera demanda por alimentos, fortalece o agronegócio e faz girar capital em cidades do interior do país.

Por consequência, o mercado de viagens corporativas fica aquecido – e esta é a hora do grande desafio: como criar um ecossistema rentável para todos os players, de modo que eles possam se alavancar mutualmente?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *