A academia vem ganhando espaço como um dos atributos valorizados pelo hóspede que deseja manter sua rotina de bem-estar durante a viagem. Na Equipotel 2026, a RenTV apresenta uma ampliação de seu portfólio voltada a atender a demanda por equipamentos profissionais de fitness, projetos de academias e pisos específicos para absorção de impacto e redução de ruído.
Fundada em 1964, a empresa atua originalmente com locação e prestação de serviços e, ao longo de sua trajetória, ampliou o portfólio de acordo com as necessidades dos clientes e dos diferentes segmentos atendidos. Hoje, administra mais de 40 mil produtos. Na área de fitness já soma atendimento a cerca de 100 academias instaladas em hotéis e resorts no Brasil.
Segundo Julio Cosentino, diretor da RenTV, a procura por soluções de fitness cresceu na hotelaria acompanhando a expansão do conceito de wellness e a mudança de comportamento do viajante. “A pessoa não deixa de manter a sua rotina quando está fora da sua cidade”, afirma. Para ele, essa mudança também elevou a expectativa em relação à qualidade dos equipamentos oferecidos pelos hotéis. A proposta da empresa é levar para esses espaços equipamentos equivalentes aos utilizados pelos usuários em suas academias habituais.
O portfólio apresentado na feira inclui equipamentos profissionais de musculação e soluções complementares para a montagem das academias. Os projetos também podem incorporar pisos de 15 milímetros, desenvolvidos para absorver impactos e reduzir ruídos, além de elementos de decoração.
A demanda vem tanto de hotéis urbanos quanto de empreendimentos de lazer. Em São Paulo, Cosentino observa uma procura crescente por parte de hotéis voltados ao público de negócios. Já nos resorts e hotéis localizados em regiões mais afastadas dos grandes centros, a academia pode assumir um papel ainda mais relevante. “O hóspede pode ficar uma semana naquele hotel localizado em locais mais afastados, em que não consegue usar o seu TotalPass ou Wellhub, e continuar mantendo a sua rotina”, explica.
A mudança, segundo o executivo, acompanha uma visão mais ampla sobre a própria experiência de lazer. “A pessoa não vai para o hotel só para beber e ter um all inclusive. A atividade física também faz parte”, afirma.
Locação como alternativa ao investimento
A locação segue no centro do modelo de negócios da empresa. Para Cosentino, o cenário de maior incerteza econômica pode favorecer esse formato, já que permite ao hotel incorporar equipamentos e serviços sem assumir integralmente os custos de aquisição, instalação e manutenção. No modelo oferecido pela empresa, despesas como projeto, instalação, manutenção preventiva e corretiva e reposição de peças ficam sob responsabilidade da locadora.
O executivo também destaca os possíveis efeitos do modelo diante da reforma tributária, especialmente em relação ao tratamento das despesas de locação e à geração de créditos tributários. Segundo ele, esse aspecto passa a fazer parte das contas dos hotéis na hora de avaliar a melhor forma de incorporar equipamentos à operação. “No aluguel assumimos instalação, projeto, manutenção, peças e retrofit”, explica.
Cerca de 70% dos clientes da RenTV são hotéis, segundo Cosentino. O movimento reforça a percepção de que espaços dedicados à atividade física deixaram de ser apenas um diferencial de infraestrutura e passaram a integrar, cada vez mais, a experiência de bem-estar buscada pelo hóspede.

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