Em qual direção segue o aluguel de curto prazo e como a hotelaria mundial se posiciona a respeito? As respostas foram dadas em Barcelona (Espanha), sede da segunda edição do ReformBnB, encontro internacional que reuniu representações e entidades do trade hoteleiro de mais de 30 países e 40 cidades ao redor do mundo, no período de 28 a 30 de abril último. Além de ter elevado para 30 o número de nações participantes – na versão anterior do encontro, em novembro passado, em Nova Iorque, haviam apenas 10 países presentes -, o interesse sobre a questão do aluguel de curto prazo se tornou mais abrangente. Na pauta em questão, que inquieta a hotelaria mundial, ficou implícito o aprofundamento das discussões (documento original em inglês e espanhol) que contaram com um time de 82 pessoas – entre especialistas, executivos de empreendimentos hoteleiros e autoridades do setor de diversas nacionalidades
O Brasil foi representado, por Alexandre Gehlen, presidente do FOHB e CEO da Intercity Hotéis; Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional; Vanessa Morales, presidente da ABIH-GO e da Vivance Hotéis; Luciano Carneiro, vice-presidente da ABIH Nacional e da ABIH-GO e Ana Cláudia, executiva da ABIH-GO. A hotelnews participou como mídia parceira e cobriu, com exclusividade, os debates e as conclusões (documento original de intenções em anexo) que se destinaram a atualizar o universo hoteleiro a respeito do tema central. A primeira edição do ReformBnB havia acontecido em novembro passado, em Nova Iorque.
Idas e vindas
Permearam os debates, nos três dias do evento, os desafios das novas tecnologias, a capacidade de adaptação da hotelaria internacional e como estabelecer um ambiente saudável para os negócios. O presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhares, defendeu a necessidade de regulamentação ao afirmar que o Brasil não é contra a tecnologia e aos aplicativos, “mas queremos e reivindicamos o poder igualitário”, salientou. Em contrapartida ao posicionamento do dirigente, o Brasil sequer foi citado no documento conclusivo do encontro.
As diretrizes do segundo ReformBnB – que confrontam obrigações para operar no mercado de hospitalidade – foram resumidas nos seguintes campos para simplificar a interpretação: registro obrigatório; as plataformas tem que publicar um numero de registro; fiscalização similar entre hotéis e alojamentos turísticos e limitações. Todos os tópicos estão divididos em medidas, justificativas e onde e como se aplica (localidades e formas de taxação)
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