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Realgems e mexicana JYPESA fecham parceria para avançar na América do Sul

Jorge Carvalho, Renata Carvalho, da Realgems, e Adrián López, CEO da JYPESA (Foto: Divulgação)

A Realgems formalizou durante a Equipotel 2026 uma parceria com a mexicana JYPESA para ampliar a atuação das duas empresas no mercado sul-americano. Pelo acordo, a Realgems passa a produzir e distribuir no Brasil produtos desenvolvidos pela companhia de Guadalajara, além de comercializá-los em países como Paraguai, Argentina e Uruguai, onde já mantém presença.

A parceria prevê o compartilhamento de conhecimento, tecnologia e formulações exclusivas da JYPESA, que serão fabricadas pela Realgems. A empresa mexicana, por sua vez, passa a utilizar a estrutura produtiva, logística e comercial da companhia brasileira como base para avançar no País e em outros mercados da América do Sul.

“Essa parceria soma a experiência e as competências de duas empresas com sólida atuação na hospitalidade, ampliando nossa atuação com verticais com potencial de crescimento e diferentes perfis de clientes”, diz Jorge Carvalho de Oliveira Junior, CEO da Realgems.

A JYPESA atua em mais de 20 países e está presente em mais de 65% dos hotéis do México. A companhia também possui operações na América do Norte, América Latina, Caribe, Europa e Ásia. Com o acordo, busca levar seu portfólio ao mercado sul-americano por meio de uma empresa que já possui relacionamento com redes hoteleiras da região.

“Buscamos um parceiro capaz de levar ao Brasil e à América do Sul o mesmo padrão de qualidade e desempenho pelo qual a JYPESA é reconhecida. A experiência, a presença no mercado e a capacidade de inovação da Realgems fizeram dela a escolha certa para essa expansão”, afirma Adrián López, CEO da JYPESA.

Portfólio mexicano chega ao Brasil

A entrada será feita de forma gradual. Nesta primeira etapa, as empresas pretendem trabalhar com algumas linhas corporativas e avaliar a receptividade do mercado. Em uma segunda fase, está prevista a análise da possibilidade de trazer ao Brasil outras linhas da JYPESA, entre elas Biotermik e Caba, reconhecidas pela companhia mexicana.

A lógica também vale no sentido inverso. A Realgems não prevê, neste primeiro momento, uma linha específica para o mercado mexicano, mas mantém sua estrutura disponível para atender eventuais demandas da parceira. A proposta é estabelecer um intercâmbio de produtos e soluções conforme as necessidades de cada mercado.

Para Jorge Carvalho, a aproximação reúne duas empresas familiares com histórico de atuação na hotelaria e foco em qualidade, eficiência produtiva e desenvolvimento de produtos. Para ele, a parceria amplia a atuação das companhias em diferentes perfis de clientes e mercados.

A diretora comercial da Realgems, Renata Carvalho de Oliveira, destaca que o acordo não se limita à ampliação do catálogo. “Mais do que ampliar o portfólio, estamos unindo conhecimento e experiência para atender às diferentes necessidades da hotelaria, das pequenas, médias e grandes redes em toda América do Sul”, revela.

Sustentabilidade entra no acordo

A sustentabilidade é outro eixo da parceria. O compartilhamento da estrutura produtiva entre as empresas pode reduzir etapas logísticas e, consequentemente, a emissão de carbono associada à movimentação dos produtos. A iniciativa se soma ao trabalho da Realgems no desenvolvimento de soluções para redução do uso de plástico na hotelaria.

A empresa brasileira foi pioneira no país no desenvolvimento de sistemas de dispensers e outras soluções voltadas à redução do consumo de embalagens. A JYPESA também trabalha com sistemas de dosadores recarregáveis e soluções relacionadas à economia circular, criando uma convergência entre as duas empresas nessa frente.

De acordo com Adrián López, a escolha da Realgems como parceira levou em conta sua experiência no desenvolvimento de soluções para a hotelaria, a presença comercial e a capacidade de inovação. A companhia mexicana tem 50 anos de atuação no mercado.

O acordo também pode facilitar o atendimento de redes hoteleiras internacionais que operam em diferentes países da América do Sul. Ao concentrar produção e distribuição regionalmente, as empresas passam a ter uma estrutura compartilhada para atender operações com necessidades semelhantes em diferentes mercados.

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