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Projeto prevê contratação de refugiados em 40% dos hotéis da Atlantica

O pilar Aja pelas pessoas, que faz parte do programa ESG da Atlantica Hospitality International, ganhou dois novos projetos: o ‘Portas Abertas’, que estrutura a empregabilidade formal de grupos em situação de vulnerabilidade, como refugiados; e o ‘Compartilha’, que une economia circular à responsabilidade social ao destinar ativos hoteleiros em excelente estado para apoiar seus talentos e comunidades vulneráveis, além de instituições assistenciais.

“O foco central do ‘Portas Abertas’ é a contratação de pessoas refugiadas. A iniciativa responde diretamente a um cenário econômico atual: uma pesquisa do portal Vagas.com aponta que mais de 55% da população refugiada no Brasil se encontra desempregada e enfrenta dificuldades para reinserção no mercado formal de trabalho”, explica Fernando Morais, diretor de Gestão de Pessoas & Cultura da rede.

O projeto teve origem em contratações realizadas no hotel Clarion Faria Lima, em São Paulo, e ganha agora estrutura nacional para atender a rede de forma escalonada. A meta da administradora não se limita a um volume fixo de vagas, mas sim a um indicador cultural e estrutural: alcançar o engajamento de 40% dos hotéis da rede na contratação ativa de refugiados nesse primeiro ano.

“Nos próximos três a cinco anos, queremos mostrar ao mercado que a inclusão social, além de impactar vidas, colabora com a eficiência operacional. O legado do ‘Portas Abertas’ é seguir consolidando nossa hospitalidade de excelência, ao passo que acolhemos a diversidade como um agente de mobilidade social para quem trabalha no setor”, afirma Morais.

Para viabilizar a integração e contornar barreiras como o idioma, a companhia por meio de parceria com ONGs fornece suporte linguístico, que é promovido pelas organizações. A área de Gestão de Pessoas & Cultura (GP&C) da Atlantica também realiza treinamentos contínuos de sensibilização para preparar as lideranças e garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável. 

Redução da pegada de carbono e doações

Já o ‘Compartilha’ gerencia o redirecionamento de itens operacionais em bom estado de conservação para a comunidade local e colaboradores, como enxovais de alto padrão, colchões, mobiliários e TVs, que são substituídos periodicamente devido aos rigorosos ciclos de retrofit dos empreendimentos.

Além de abastecer comunidades com itens de primeira necessidade, o modelo reduz as emissões de CO₂ que seriam geradas com a logística de longa distância e evita a destinação de materiais para aterros sanitários, atrelando a ecoeficiência ambiental à responsabilidade social ativa.

“A meta do ‘Compartilha’ é destinar 100% dos materiais elegíveis diretamente aos colaboradores dos hotéis ou a instituições assistenciais. O projeto atua sob a premissa do “Impacto de Vizinhança”, recomendando aos gerentes gerais que a prioridade das doações seja para colaboradores e o entorno das operações hoteleiras”, conclui Morais.

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