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Para FBHA, reoneração da folha de pagamento pode afetar hotelaria

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 29 de maio, o PLC 52/2018, projeto de lei que suspende a desoneração da folha de pagamento de vários setores da economia, instituída pelo governo Dilma Rousseff até o fim de 2020. Ao todo, 28 setores de um total de 58 beneficiados por essa política serão impactados pela medida proposta pela Presidência da República como compensação à redução de R$ 0,46 no litro do diesel prometida aos caminhoneiros em greve. O projeto, que havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 24, foi votado em regime de urgência pelo Senado e agora segue para sanção do presidente Michel Temmer. Para o setor de hospedagem, a reoneração implica no aumento na alíquota de imposto sobre a folha salarial de 4,5% para 20%. O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, considera a decisão equivocada. Segundo ele, a medida pode provocar cerca de 20 mil demissões, inicialmente, no setor hoteleiro, pois o pagamento da folha salarial corresponde a algo entre 30% e 35% dos custos dos hotéis. Segundo Sampaio, a hotelaria passa atualmente por uma situação muito difícil, determinada por questões como a queda do poder aquisitivo, a diminuição da atividade econômica e a concorrência predatória com as plataformas digitais de hospedagem, que levam a uma queda no faturamento das empresas do setor. “Reonerar um setor em razão de problema enfrentado por outro setor é equivocado e pode acarretar diferente do que o governo pensa, inadimplência no recolhimento do tributo e informalidade na atividade”, argumenta o presidente da FBHA, acrescentando que muitos hotéis podem fechar caso o projeto seja sancionado pelo presidente Michel Temmer. “A situação é insustentável e pode acarretar muitas demissões”, completa.

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