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Para especialistas, cassinos em regiões remotas do Brasil não atrairão investidores

Entre os dias 21 e 22 de novembro, São Paulo recebe a 3ª edição do Brazilian Graming Congress. O objetivo do evento, que está sendo realizado no Tivoli São Paulo Mofarrej, e debater questão pertinentes à legalização dos jogos no Brasil. Atualmente, dois projetos foram apresentados: um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado.

O terceiro painel do dia tratou do tema “Regulação, licenciamento e taxação – estratégias de entrada em novos mercados baseadas em opções e licenciamento”. Estiveram presentes José Maurício MacCulloch, assessor parlamentar da Câmara dos Deputados, Fabio Pereira Kujawski, sócio da Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, Ed Bowers, vice-presidente global sênior de desenvolvimento de jogos da MGM Resorts International, e Pablo Espuela, gerente de desenvolvimento de negócios internacionais da Luckia.

“Devemos tratar a indústria dos jogos como qualquer outra. Mas temos algumas diferenças, or exemplo, os jogos não poderem utilizar financiamentos”, afirmou Fabio Kujawski.

Durante o painel, uma das questões levantadas foi a imposição de ter cassinos em todas as regiões do país. Para Ed Bowers, isso é um erro. “Colocar grandes cassinos em localidades remotas não funciona. Esses estabelecimentos buscam locais com grande concentração de pessoas”. “É preciso ter uma oferta global, com o apoio de outras cidades em volta”, completou.

Também foram discutidos os tributos que serão feitos em cima dos prêmios ganhados nos cassinos. “Se o Brasil decidir taxar todos os ganhadores em cassinos, essa medida não vai trazer jogadores para o país. Esse sistema é altamente punitivo”, afirmou Bowers. “Nos Estados Unidos os moradores do país colocam no Imposto de Renda os ganhos em cassinos”, completou. 

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