Por Paulo Mélega: gerente-geral no Grande Hotel São Pedro, hotel-escola Senac (SP), graduado em administração de empresas, pós-graduado em gestão de turismo e hotelaria, com especialização em investimentos hoteleiros. E-mail: [email protected]
A crise econômica mundial não é a primeira e nem será a última, por mais catastrófica que possa parecer no atual momento. Como em ciclos, as crises vêm, os mercados caem, pessoas perdem dinheiro, pessoas ganham dinheiro, mercados sobem e assim por diante.
Em tempos de crise, os indivíduos costumam ter os mais variados comportamentos e reações às instabilidades, diante do momento de inseguranças e dúvidas. Existem os pessimistas, que enxergam apenas o caos momentâneo, os problemas, as dificuldades de encontrar soluções e agem de forma pouco racional, como se o mundo fosse desabar. Outra categoria de pessoas é de moderados, aqueles que percebem a gravidade dos fatos e utilizam a estratégia de aguardar o desfecho, desta forma, paralisam ações em nome da cautela. A terceira categoria é a de otimistas, que enxergam oportunidades de fazer negócios, atuando para construir as bases certas para ganhar dinheiro durante ou após a crise.
Existem exemplos na história de empresas que cresceram em períodos de crise setoriais ou macroeconômicas, aproveitando-se de oportunidades percebidas e tornando isso uma vantagem competitiva. General Eletric, HP, Holiday Inn são alguns exemplos.
Caso o seu perfil seja o de otimista, seguem algumas recomendações de como aproveitar o momento de crise de forma produtiva.
Inovação: a palavra-chave é inovar, pois os mercados estão em transformação e os antigos paradigmas podem não funcionar. É preciso questionar e tentar caminhos até então inimagináveis. Enxergar novas maneiras de fazer negócios, através de novos produtos, novos clientes e soluções integradas.
Informação: as informações sobre os mercados confiáveis são escassas e desconexas. É fundamental saber analisá-las de maneira proveitosa aos negócios, de forma a utilizá-las para observar e detectar oportunidades.
Dinamismo: quem tomar a dianteira nas decisões tem enorme vantagem sobre os demais. Decidir rápido e ter disponibilidade financeira para investir podem ser diferenciais competitivos valiosos. Empresas dinâmicas mudam suas estruturas com rapidez, tem agilidade para decidir novos rumos dos negócios, eventualmente, mudando de mercado.
Planejamento: Independente da agilidade nas ações, empresas que tiveram sucesso, utilizaram o planejamento como base para as conquistas. Mesmo sob pressão, com menos tempo e informações escassas, o planejamento é essencial para fazer com que as oportunidades sejam aproveitadas de maneira estruturada e não por mero acaso ou sorte. É necessário olhar os mercados, os concorrentes, os parceiros, as tendências, as novidades e fazer cronogramas que incluam tempo, recursos, ações, etc.
Ação: a última recomendação é colocar em prática o que se pensou, para aproveitar a oportunidade percebida. Parece simples, mas essa é a etapa mais difícil. Agir, investir e dar o próximo passo são situações que envolvem riscos, que expõem a empresa.
Seja qual for o seu perfil, entenda que a crise vai passar e as peças que estão, hoje, no tabuleiro serão bem diferentes daqui em diante. Certamente alguns já visualizaram as próximas jogadas e irão se beneficiar das oportunidades descobertas.

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