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Operadoras Braztoa faturam R$11,3 bilhões e registram 3% de crescimento

As operadoras associadas à Braztoa faturaram R$ 11,3 bilhões em 2016, valor que representa 90% dos pacotes turísticos de lazer comercializados durante o ano. O número indica um valor 3% superior a  2015. Os dados são do Anuário Braztoa 2017, que reúne dados inéditos do segmento das operadoras turísticas brasileiras. O documento também mostra o impacto do contexto econômico nacional e internacional no segmento de viagens destinadas ao lazer e no comportamento do turista.

Para Madga Nassar, presidente da entidade, o setor conseguiu se diferenciar da maior parte dos setores do Brasil, isso mesmo em meio à crise. “O que se espera é que a economia continue a crescer no segundo semestre de 2017 e, consequentemente, contabilizemos números mais expressivos, a exemplo do ocorrido entre 2011 e 2014”, disse.

O número de embarques contou com um discreto crescimento de 1%. Dos 5,12 milhões de passageiros embarcados, 4,1 milhões foram para destinos dentro do Brasil. Esses indicadores refletem o período de crise e a alteração do padrão de consumo, que é pontuado por substituição de destinos, de produtos e serviços, e na duração das viagens.

Outro reflexo foi o aumento das viagens domésticas, segmento escolhido por 81,4% das pessoas em 2016 contra 78,5% em 2015, representando um faturamento de R$ 7,04 bilhões –10% maior que no período anterior. Enquanto isso, o emissivo internacional recebeu 18,6% da demanda, número menor que os 22,5% de 2015, mas que faturou R$ 3,96 bilhões em 2016 (uma baixa de 3,9%).

No que diz respeito à distribuição das vendas pelo País, o Nordeste se destaca com mais de 67,4% do faturamento das viagens domésticas, seguida pelo Sudeste com 13,7%, A região Sul teve 12,6%. Já Norte e Centro-Oeste, juntas, representam 6,1% do faturamento.

As operadoras Braztoa enviaram 954 mil passageiros para destinos internacionais em 2016, com liderança da Europa e América do Sul, ambas com 25,4%, seguidas pela América do Norte (25,1%). Os mercados da América Central e Caribe, juntamente com o da Ásia, África e Oceania representaram 24,2% da demanda. Em termos de faturamento, a Europa e a América do Norte representaram 60,8% em 2016, concentrando ainda mais os gastos em comparação aos 59,6% do total em 2015.

Os valores médios dos pacotes praticados em 2016 para os mercados doméstico e emissivo internacional foram, respectivamente, R$ 1.689 (aumento do ticket médio de 3,7%) e R$ 4.158 (11,9% de aumento no ticket médio). Destaque para a América do Sul, que apresentou ticket médio de R$ 2.849, 15% a mais que em 2015.

O Anuário está disponível para consulta no site da entidade e também em aplicativo para Apple Store e Android a partir de hoje (7).

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