Renata Haje, da Embratur
Embratur reúne autoridades e dá visibilidade política ao Turismo
Em evento realizado na noite de 14 de fevereiro na Torre de TV, em Brasília (DF), a história da marca do Brasil volta a ter cor. O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, lançou oficialmente a retomada do uso da marca que foi aposentada pelo governo Bolsonaro. O projeto Aquarela, que data de 2005 e teve seu primeiro lançamento na gestão do então presidente da Embratur, e hoje presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz (que também estava presente), volta a apresentar a alegria que representa o Brasil pelo mundo.
Mais uma vez, como tem feito em eventos pelo Brasil, Freixo ressaltou como encontrou a agência e o inchaço de pessoal que recebeu do seu antecessor, Gilson Machado, enfatizando o prejuízo que esse corte de pessoal custou aos cofres da Embratur – mais de R$ 4 milhões só em rescisões. Destacou também que sua primeira ordem ao chegar foi proibir colaboradores de andarem armados.
Para a atualização da marca Brasil, a Embratur contou com o Apoio da APEX-Brasil e o presidente da entidade, o acriano Jorge Viana, mostrou seu entusiasmo: “o resgate dessa marca traz um tempo de felicidade e prosperidade, com as cores e a diversidade. E a Apex será parceira da promoção do Brasil”.
Segundo a Embratur, todo o histórico da Marca Brasil foi jogado fora pelo governo anterior, que criou uma marca fraca, sem estudo técnico e cujo o slogan é inadequado tanto na linguagem quanto na mensagem: “Brazil – Visit and Love us”. Além de soar estranho em inglês, dá abertura a interpretações de conotação sexual.

Perguntado sobre de onde poderiam vir os recursos para patrocinar toda essa expectativa criada na promoção do país, Freixo respondeu que abriu diálogo com todas as possibilidades. Segundo o executivo, a liberação dos jogos pode ser uma alternativa, mas que está longe de se viabilizar; além disso, existem conversas sobre recursos oriundos das loterias, mas, a fonte de receita mais óbvia e rápida hoje seria o Sistema S. Entretanto, Freixo quer que tudo seja consensual, com diálogo aberto e franco entre as partes.
Outro assunto que já se viu correr pelas redes sociais é que a inserção do vermelho na marca tenha conotação política ou ideológica, mas em 2003 um estudo com estrangeiros concluiu que a cor vermelha se relacionava diretamente com alegria, o calor do povo brasileiro e as festas populares. Já o verde representa as florestas, o amarelo da luz e das praias, o azul do céu e as águas, e o branco da vestimenta e da religião popular. A questão do Brasil com S se explica facilmente por trazer a identidade ao país com próprio idioma.
A celebração da retomada da marca foi prestigiada por vários ministros de estado, entre eles: Paulo Pimenta, da Comunicação Social; Anielle Franco, da Igualdade Social; Daniela Carneiro, do Turismo; deputados federais, autoridades representantes de associações ligadas ao setor e ex-presidentes da agência, como Jeanine Pires.
Para Bruno Reis, que assumiu recentemente a gerência de feiras e eventos, a retomada da marca traz otimismo para o reposicionamento no mercado internacional e que já gera vários leads orgânicos. Segundo o executivo, o mercado quer conhecer mais esse “novo Brasil” e que em algumas feiras com a WTL e a ITB já demandam pedidos pró-ativos de reuniões, mas que ainda há muito trabalho de “BI” para definir os mercados emissores.








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