Novos aliados na limpeza profissional

Crescimento estimado para o setor impulsiona lançamentos contínuos dessa indústria

O mercado de limpeza profissional movimentou em todo o Brasil, em 2010, algo entre R$ 14 bilhões e R$ 15,2 bilhões. O setor, que engloba 14,5 mil empresas entre fabricantes de máquinas, descartáveis, equipamentos e acessórios, produtos químicos e dosadores, empresas distribuidoras e prestadoras de serviços, é um dos maiores empregadores do País. Os dados compõem um estudo encomendado pela Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), realizado pela Top Marketing Consultores e divulgado durante a Higiexpo, maior feira do segmento e que teve a 21ª edição realizada no mês de agosto em São Paulo.

Incluem-se nesse mercado todas as atividades de limpeza interna e externa, exceto a pública e urbana. A estimativa é de que a atividade empregue entre 700 e 750 mil trabalhadores, que somados aos envolvidos também nos multisserviços oferecidos pelas prestadoras de serviços de jardinagem, controle de acesso, manutenção predial e controle de pragas, entre outros, podem ultrapassar a marca de 1,5 milhão de trabalhadores.

Dentro desse cenário próspero para o mercado de limpeza profissional, segundo o presidente da Abralimp, Luciano Galea, o setor hoteleiro é estratégico. “O Brasil tem atualmente 92 hotéis em construção nas principais capitais do País, com acréscimo previsto de mais de 18 mil quartos e investimentos de US$ 1,5 bilhão nos próximos anos”, ressalta Galea.

Além da expectativa por trás do crescimento que serão demandados por conta dos mundiais de 2014 e 2016, Galea lembra que o Grupo de Máquinas, Acessórios e Equipamentos de Limpeza deve continuar crescendo por conta da grande troca de contratos entre as limpadoras e a busca pelo aumento da produtividade. “As previsões para 2011 e 2012 são de crescimento de 10 a 12% ao ano”, conta o dirigente.

O grupo de Químicos, segundo dados da entidade, continuará consolidando a tendência de volumes maiores e valores menores para os próximos dois anos. De acordo com o diretor da Câmara que coordenada esse segmento na Abralimp, Miguel Antonio Sinkunas, as grandes inovações caminham dentro da chamada linha verde. “Destacamos desenvolvimentos que permitem limpeza a seco, com economia de água e também produtos que prolongam o efeito da limpeza”, exemplifica Sinkunas, ressaltando ser cada vez maior a preocupação das indústrias químicas em aumentar a utilização de matérias-primas sustentáveis. “Isso deve ser exigido sempre pelos usuários. Todos devem ponderar, entretanto, que esta exigência deverá ter um custo compatível com o que o mercado espera pagar. O cliente deve analisar os novos ‘produtos verdes’ disponíveis no mercado, já que algumas empresas concentraram-se apenas no desenvolvimento de rótulos”, afirma.

Cuidados e recomendações

A hotelaria, particularmente, exige cuidados específicos na higienização de quartos de fumantes, por exemplo, que aceitam animais de estimação ou preparados para hóspedes alérgicos. “Produtos químicos bactericidas e/ou desodorizantes deverão ter papel de destaque nesta configuração, sendo, porém, essencial o planejamento ambiental, em que eu destaco cuidados especiais com o perfeito arejamento e troca constante de ar, bem como na eleição dos materiais de revestimento em pisos e paredes”, informa.

Já para garantir mais eficiência na limpeza de áreas suscetíveis à questões climáticas (maresia, chuva ou sol em excesso), há produtos protetivos, como impermeabilizantes e vernizes resistentes e próprios para quem enfrenta essas intempéries. “São produtos indispensáveis quando bem determinados, aplicados e reaplicados dentro de seu prazo de manutenção. Caso contrário podem acelerar a degradação natural”, recomenda o diretor.

Mauro Couto, diretor da Câmara Setorial do Grupo de Máquinas da Abralimp, acredita que a hotelaria já represente hoje 35% do serviço de limpeza profissional. Para esse segmento, há grande demanda por aspiradores de pó silenciosos para dar mais comodidade aos hóspedes, especialmente verticais, que facilitam a limpeza de locais estreitos e baixos. Também têm grande saída os equipamentos a vapor, ideais para a limpeza de carpetes e estofados, assim como também para banheiros e cozinhas por dispensar pouco uso de produtos químicos. “Entre as inovações, há equipamentos que aspiram a sujeira e servem, ao mesmo tempo, como purificadores de ar. Eles filtram o ar que entra no aparelho e o devolvem quase 100% limpo, ideais para quartos configurados para alérgicos.

Maurício Fiathoski, que dirige a Câmara Setorial de Equipamentos e Acessórios, ressalta a adoção de mop’s plano úmido e seco, que trazem melhor ergonomia, rapidez e qualidade aos processos de limpeza. “Temos também no mercado carros funcionais com estampas que podem ser personalizadas dando originalidade ao hotel. Os dispensadores de papéis sanitários e sabonetes líquidos seguiram também sua evolução, não se apresentando mais como meras caixas plásticas brancas. Hoje os acessórios possuem design e cores que se harmonizam com todo o ambiente, fazendo com que os banheiros se tornem um espetáculo à parte em alguns restaurantes e hotéis”, pontua. “Percebemos que a evolução deste mercado visa cada vez mais garantir qualidade de vida e autoestima aos funcionários, assim como ganhos em produtividade e qualidade no trabalho realizado, tudo para garantir que a limpeza profissional também possa crescer e evoluir com sustentabilidade”, atesta Fiathoski.

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