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Nova Zelândia – Do norte subtropical ao sul subantártico

Localizada ao sul do pacífico, a ex-colônia inglesa é uma terra de contrastes

Gigantes icebergs, alpes cobertos de neve, pitorescos fiordes, vulcões em atividade, florestas submarinas, piscinas de água fervente, praias exuberantes, lagoas de lama borbulhante, gêiseres, rios esculturais, lagos cristalinos, animais exóticos, riqueza cultural preservada e uma grande variedade de esportes radicais. Isso tudo pode ser encontrado em um mesmo país: Nova Zelândia.

Dividida em duas ilhas, possui 270.534 km2 para cerca de quatro milhões de descendentes de ingleses, escoceses, irlandeses e maoris (primeiros habitantes do local). A região mais ao norte, chamada de Northland (Ilha do Norte) é onde se localizam os lugares mais icônicos do país, como a floresta Waipoua repleta das gigantescas árvores Kauri; a Baía das Ilhas; os termais de Rotorua; e a lava negra do vulcão Rangitoto. É também onde está a capital, Wellington, e a mais populosa cidade neozelandesa, Auckland (abriga um terço dos neozelandeses), que pode ser toda avistada do topo da Sky Tower, ícone do local com mais de 300 metros de altura.

Banhado pelo mar do Oceano Pacífico, o Whakaari é o maior vulcão ativo de Nova Zelândia. É também conhecido como White Island (ou Ilha Branca), pela grande quantidade de fumaça branca que sai de seus orifícios. Com temperaturas que podem chegar a 800 °C em alguns locais, a cratera está coberta por uma camada fina de cinzas e traços amarelados apontam a passagem do enxofre pela superfície. Visitantes podem alcançar a ilha por meio de helicópteros ou pelo mar azul da Bay of Plenty (Baía da Abundância), dependendo das condições climáticas.

A Ilha Sul (South Island), abriga uma concentração de riquezas culturais, como o Te Papa Tongarewa, o museu nacional da Nova Zelândia. É lá também que estão dois dos principais atrativos do país, o Parque Nacional do Monte Cook/Aoraki, ponto mais alto de Nova Zelândia com 3.754 metros, e a Tasman Glacier, com 29 km de extensão, a maior geleira do país.

A cidade de Queenstown possui uma das localizações mais privilegiadas do mundo. Está no lado norte do lago Wakatipu, com a cordilheira das Remarkables ao fundo. Considerada a capital dos esportes radicais, oferece experiências ao ar livre, como o bungee jump da ponte Kawarau com 40 m de altura, o rafting em corredeiras de cânions estreitos e rochosos, além de esqui durante o inverno, asa delta, parapente e paraquedas do alto das montanhas.

Por ser menos populosa, a Ilha Sul oferece uma variedade enorme de vida selvagem. Lá são avistados alguns animais em risco de extinção, como albatroz-real, baleia cachalote, golfinho-de-héctor, pinguim-azul, foca-peluda e o kiwi, ave símbolo da Nova Zelândia e que apelida a população.

Hotelaria segmentada

Além dos diferentes tipos de atrativos naturais e culturais, o país possui um diversificado polo hoteleiro e um sistema de classificação, o Qualmark. De acordo com o New Zealand Tourism Board (Conselho de Turismo da Nova Zelândia), todos os empreendimentos certificados, mais de 3,5 mil, foram classificados por categorias – número de estrelas, atividades, transporte e serviços – e por segmentos – backpackers, bed & breakfast, hotéis boutique, exclusivos, pensões rurais, casas de família, hotéis, motéis, apartamentos, acampamento, casas e lodges.

No ano passado, 2,5 milhões de turistas estrangeiros estiveram em terras neozelandesas, segundo Sharon Jennings, do New Zealand Hotel Council (Conselho de Hotelaria da Nova Zelândia) e “a previsão é de que esse número aumente”, diz a executiva. Ratificando a informação, Bruce Bassett, gerente de Pesquisa do Ministério do Turismo da localidade, afirma que o incremento médio no número de visitantes internacionais deve chegar a 2,5% ao ano até 2015. “O desafio da indústria agora é superar essas previsões”, completa.

Em 2009, os turistas internacionais gastaram US$ 6,2 bilhões na Nova Zelândia, “um resultado excelente, considerando os desafios enfrentados no ano, como a crise financeira global e a pandemia de gripe”, assegura Ray Salter, do Ministério do Turismo. Os australianos foram os grandes contribuintes para a economia kiwi, com US$ 1,8 bilhão, enquanto o Reino Unido deixou US$ 812 milhões; o Japão, US$ 379 milhões; e a Coreia do Sul, US$ 193 milhões.

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