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Motéis repaginam conceito por novo consumidor

Disposto a atender a demanda de um novo consumidor, o segmento de motéis reformata conceitos, abraça a quebra do mito que historicamente gerou preconceito e desconforto à imagem desse tipo de negócio e abriga a estratégia de se desenvolver. O novo momento para esses empreendimentos – cerca de 5 mil em todo o Brasil e que movimentam R$ 4 bilhões em receita – se baseia no critério de agregar maior comodidade e número crescentes de serviços ao conjunto de clientes, hoje constituído em sua maioria por casais formais. Durante o 14º Fórum Gestão Moteleira, realizado ontem (9), dentro da programação da segunda edição da Equipotel regional, em Goiânia (GO) simultânea ao 61º Congresso Nacional de Hotéis – Conotel, que se estende até esta sexta-feira, o setor discutiu os desafios da profissionalização, gestão, criatividade e estratégia para corresponder às expectativas do público que insere o motel em seu programa de lazer.

Felipe Martinez (foto), presidente da Associação Brasileira de Motéis – ABMotéis, criada há 7 anos e que mantém 1,2 mil associados em 17 estados brasileiros mais o Distrito Federal – lembrou a força do setor que gera 300 mil empregos, diretos e indiretos, sendo que 80% dessa mão-de-obra é feminina. Entre os pilares que sustentam o desenvolvimento da atividade, conforme assinalou Martinez, estão os cursos profissionalizantes ministrados por todo o Brasil, extensivos às áreas de recepção, cozinha, governança entre outras. Ainda no papel de fomentar o crescimento dos negócios, a entidade também amplia a representatividade junto aos órgãos públicos e contribui para encurtar as distâncias entre fornecedores e empresas do setor.

Com a criatividade colocada em teste, a ABMotéis institui campanhas como a que se encontra em curso: “Chefs no Motel”, evidente valorização da área de alimentos e bebidas do motel e “prova de que é possível oferecer culinária de grife, a preço justo e somar valor aos serviços e produtos ”, sintetiza o presidente da entidade. Todo o cuidado igualmente com mobiliário, design, tecnologia desde a reserva online e entretenimento faz parte do figurino desses estabelecimentos conectados com o novo consumidor, de acordo com Martinez, “demanda que prima mais por comodidade e menos por privacidade e anonimato”, considerou.

A ressignificação do motel é complementada por Leonardo Dib, diretor da Associação, que no 14º Fórum se encarregou de minuciosa apresentação sobre dicas para a gestão, que ressaltaram os ciclos do negócio, complexidade das estruturas e a harmonização de uma pirâmide organizacional distribuída por ele em três níveis: estratégico em seu topo, tático e operacional situado na base que mantêm sinergia.

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