De janeiro a agosto deste ano, 113.228 turistas chineses desembarcaram no Brasil, número 10% maior do que todo o acumulado em 2025. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento é ainda maior, de 73,3%. A alta é resultado do fim da exigência do visto, que passou a valer em maio e segue até 31 de dezembro.
“A China é um dos maiores emissores de viajantes do mundo e o Brasil tem atributos únicos para conquistar esse público. Estamos construindo uma agenda de longo prazo para posicionar o país de forma permanente entre os destinos prioritários do público chinês”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que em maio cumpriu missão oficial na China e se reuniu com representantes de agências de viagens, de empresa aérea e operadores de turismo.
Para ele, o desafio é transformar esse interesse em viagens recorrentes, garantindo maior conectividade, produtos turísticos preparados e uma experiência cada vez melhor para os visitantes. Atualmente, Brasil e China tem apenas um voo direto, com parada técnica na Europa, operado pela Air China. Os demais voos são com conexão, como da Emirates e outras companhias.
Grupo de Trabalho
Para sustentar a expansão desse fluxo, a pasta criou o Grupo de Trabalho de Turismo Brasil-China. O objetivo é apoiar a preparação do país para receber esse público, com foco na qualificação do receptivo, adaptação de serviços, capacitação profissional e melhoria da experiência do visitante. Mais de 330 agências brasileiras já estão aptas a receber turistas chineses.
O grupo também irá identificar destinos, rotas e produtos com potencial de atração, além de mapear gargalos e oportunidades relacionados à conectividade aérea, mobilidade e infraestrutura. Entre os destaques estão a Amazônia, Foz do Iguaçu e o Pantanal. A Chapada Diamantina, na Bahia, também tem se tornado atração para turistas chineses, em razão da diversidade de fauna e flora, e rios.
“A China é um mercado estratégico. Trabalhamos em diferentes frentes, combinando promoção, inteligência de mercado, relacionamento com o trade e capacitação de operadores para transformar esse interesse em viagens e transformar essas viagens em novos negócios. Esses números mostram um interesse crescente dos chineses pelo Brasil e isso só contribui para o aumento de postos de emprego e o aquecimento da nossa economia”, afirmou o presidente da Embratur, Bruno Reis.

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