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Jogar fora não existe

A adoção da Economia Circular é cada vez mais urgente no mundo

À medida que a expansão econômica mundial avança, o número de resíduos gerados também cresce. De acordo com o relatório What a Waste 2.0: A Global Snapshot of Solid Waste Management to 2050, conduzido em 2018 pelo Banco Mundial, são gerados globalmente mais de dois bilhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos todos os anos, sendo que mais de 30% do montante não são gerenciados de maneira ambientalmente segura.

Dados do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2021, produzido pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), mostram que nosso país acompanha essa tendência. Somente em 2020 foram gerados 82,5 milhões de toneladas de resíduos, o que significa que cada brasileiro foi responsável por, em média, um quilo de lixo por dia.

Ainda segundo a associação, do total de resíduos produzidos e coletados em 2020 – e que tinham potencial para serem reaproveitados -, apenas 3% foram destinados à reciclagem. A maior parte seguiu para aterros sanitários (46 milhões de toneladas) e quase 40% do total foram para áreas de disposição inadequada, incluindo lixões e aterros controlados.

Somente lixo orgânico, ou seja, restos de animais ou vegetais descartados de atividades humanas, corresponde à metade do total de resíduos sólidos gerados no Brasil, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. Desses 41 milhões de toneladas, apenas 1% é reaproveitado na forma de adubo, gás combustível e energia. O resto vai parar em aterros e a decomposição do material gera gases nocivos ao meio ambiente.

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