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Inflação e falta de mão de obra são os desafios do momento para o setor

O Revenue Optimization Conference (ROC), evento da Hospitality Sales and Marketing Association International (HSMAI Brasil) realizado esta semana, reuniu especialistas do setor para debater lucratividade e estratégia hoteleira. Entre os assuntos abordados, a presidente da entidade no Brasil, Gabriela Otto, reproduziu as principais considerações do economista Adam Sacks sobre a recuperação do setor.

Segundo o executivo, que se apresentou na ROC Americas e na Marketing Strategy Conference, eventos realizados nos Estados Unidos, estamos passando por uma retomada drástica, vivendo uma recuperação sem precedentes na demanda, considerando os segmentos de lazer, eventos e grupos, com alguns dias já superando os números de 2019.

A previsão é positiva tanto em gestão de custos – a indústria aprendeu que precisa de reservas – quanto em geração de receita. “Sacks também destacou que é necessário estar ainda mais atento à diária média real do mercado, ou seja, aquela em que já se leva em conta o impacto da inflação, que terá sido recuperada apenas em 2024”, comenta Gabriela, complementando que outro ponto de destaque é que a RevPAR nominal estará totalmente recuperada neste ano.

“O economista coloca como segundo grande desafio do momento, seguido da inflação, a escassez de mão-de-obra. A situação atual nos obrigou a aumentar o preço das diárias, o que leva também a uma expectativa de entrega de serviço e atendimento ainda superior. Desta forma, a dificuldade de contratação coloca pressão nos preços”, conta Gabriela, recordando que o turismo corporativo seguirá em processo gradual de retomada, com a demanda reprimida sendo a base desse mercado por um bom tempo e indicando que as empresas tenham cuidado ao analisar os dados atuais e as perspectivas que levam em conta essas vendas.  

Foto de abertura – Crédito: mindandi

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