HotelInvest divulga estudo sobre a recuperação da hotelaria urbana após a pandemia

A HotelInvest, em parceria com a Omnibees, a STR e o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil  (FOHB), divulgou os resultados do estudo “Recuperação da hotelaria urbana no Brasil”. O material aborda as perspectivas de ocupação e diária média dos hotéis no país e o objetivo é entender como mudanças no ambiente econômico e de saúde pública no Brasil podem afetar o ritmo de recuperação da hotelaria, em meio à pandemia de coronavírus.

O conteúdo destaca que, em poucas semanas, os mercados atingidos pela pandemia viram sua ocupação cair aproximadamente 90%, chegando a valores de um dígito, e milhares de hotéis foram fechados temporariamente. “O momento atual ainda é de muitas incertezas.

Dos 884 empreendimentos hoteleiros participantes de pesquisa do FOHB, a maioria (64% do total) não está funcionando. Dentre eles, os resorts foram os mais afetados, com 93% da oferta fechada. E na terceira semana de março, o percentual de emissão de reservas caiu bruscamente com a evolução da Covid-19 no país e atualmente permanece de 75% a 95% inferior ao ano anterior. A diária média tem apresentado viés negativo nos principais mercados.

Após a declaração da pandemia, a maioria dos eventos foi remarcada e apenas poucos foram cancelados pelos seus promotores. Inicialmente, a reprogramação das atividades se concentrou no segundo semestre de 2020, porém novas remarcações estão ocorrendo e é provável que um número significativo dos eventos seja realizado apenas em 2021.

Recuperação da hotelaria

As projeções desenhadas pela HotelInvest têm foco na cidade de São Paulo, mas serve como referência a outros mercados semelhantes do país. Com base em todas as informações do estudo e entrevistas com gestores de empresas e entidades de turismo e hotelaria, foram desenhados três cenários: conservador, moderado e otimista.

Em 2020, a ocupação média pode variar entre 27% e 35%, para os hotéis econômicos/midscale, e entre 21% e 27%, para os hotéis mais sofisticados em São Paulo. Os hotéis com predominância de demanda regional, de acesso por carro e baixa dependência de eventos devem recuperar primeiro.

Em seguida virão as unidades com predominância de demanda nacional e, por fim, internacional (que depende dos voos). Em Revpar, a recuperação total será entre 2,5 anos até mais de 4 anos, com potencial de lucro operacional comprometido até o final de 2021.

No Brasil há recessão prevista para 2020, com início de recuperação econômica a partir de 2021, que ainda não será suficiente para voltar ao patamar de 2019. “A maioria dos mercados hoteleiros está apenas no início da recuperação e o número de casos da Covid-19 na América Latina continua a crescer”, diz o estudo.

Clique aqui para baixar o material na íntegra.

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