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HFN 2018 – ‘A moeda da hospitalidade chama-se atitude’, defende Juliana Vieira

Durante a Hotel & Food Nordeste (HFN), feira que teve início hoje (3), no Centro de Convenções de Pernambuco em Olinda (PE), o HotelCor trará soluções para a repaginação de um hotel – apresentando um lobby, um restaurante e um quarto – utilizando diferentes cores e elementos do artesanato local para compô-los. No HotelCor Talks, que apresentará debates de temas importantes para o setor até sexta-feira (5) dentro do espaço, às 18h30, “O segredo além do negócio: a hospitalidade”, foi o tema desenvolvido hoje por Juliana Vieira, professora do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Juliana abordou a questão da hospitalidade e como as tecnologias podem trabalhar a favor ou contra o segmento hoteleiro, dependendo da ocasião.

“O cliente não mais é; o cliente está. No mundo de hoje, nada é sólido. A fidelidade é uma questão muito complicada. O cliente quer uma experiência personalizada e diferenciada. O que torna o ambiente do HotelCor maravilhoso entretanto, por exemplo, é o clima da hospitalidade, e não apenas o ambiente bem decorado.. Só quem pode fazer isso são os humanos que trabalham nas empresas”, afirma

Para Juliana, a hotelaria de hoje está cada vez mais pautada na robótica. Por outro lado, a tecnologia tem que ser utilizada a favor das empresas. “Se você trabalha como um robô, você pode ser substituído por um. De que serve um funcionário que não passe calor humano?”, pontua.

A professora levanta ainda, as soft skills como necessidades. “São as habilidades do comportamento. Não há como treinar alguém para ser simpático. É isso que faz a diferença no atendimento. Não adianta o funcionário ser um poço de conhecimento se também é um poço de arrogância. Há coisas que só humanos conseguem fazer. Isso é um valor ancestral, que atende pelo nome de hospitalidade. O que fará o cliente gerar vínculo com a sua empresa, é quando ele recebe mais do que o esperado. A moeda da hospitalidade chama-se atitude”, explica Juliana.

De acordo com ela, a hospitalidade não tem relação com dinheiro mas, ao mesmo tempo, é o melhor investimento que se pode fazer no negócio.”Quando eu trabalho com empatia, eu gero reciprocidade. É isso que empodera a empresa e o profissional. A empresa que tem mais poder com o cliente, é a que mais o serve. Essa é a chave”.

*por Nathalia Abreu

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