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Fórum Nacional da Hotelaria: Modelos de financiamento para hotéis são tema de painel

Durante o Fórum Nacional da Hotelaria, evento realizado no hotel InterContinental em São Paulo (SP) ontem (4), o mercado imobiliário e as fontes disponíveis para financiamento do setor foram debatidos em uma das palestras. Entre os painelistas, estiveram Bruno Freitas, gerente de Investimentos Estruturados da CVM; Marcelo Rainho, gestor de Portfólio da XP Asset; Fernando Martinelli, professor do Senac-SP; Rodrigo Reali, analista da HSI Associate; e Job Rodrigues, gerente do departmento de Educação, Bens de Consumo, Comércio e Serviços do BNDES. Ricardo Mader, membro da International Society of Hospitality (ISHC). O evento foi organizado pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

Mader iniciou o debate explicando que o fundo imobiliário é um tipo de alternativa rápida de crédito para o investidor, destacando o BNDES como opção em relação a juros e longo prazo.

Bruno Freitas, da CVM, destacou como exemplo os shoppings, que aderiram ao fundo de investimentos. “Talvez o mercado hoteleiro possa se espelhar”, pontuou.

Para Job Rodrigues, do BNDES, encontrar boas oportunidades é um papel essencial dos investidores na sociedade. “De quatro ou cinco anos anos para cá, pouca gente ia atrás de saber sobre hotelaria. O crédito é interessante e existem vários bancos que podem ajudar nisto. As condições são boas e existem linhas pertinentes”, disse.

Fernando Martinelli, professor do Senac-SP, afirmou que, no Brasil, há uma deficiência para os financiamentos, que são principalmente os curto prazo e as taxas altas. “A maioria dos resorts e hotéis no País são independentes, e fizeram investimentos próprios. Nos últimos anos, temos enxergado um crescimento grande de propriedades do modelo timeshare e fractional”, afirmou. “Fora do Brasil existem empresas que são especializadas nesse tipo de negócio, mas aqui ainda não temos. Para empresas internacionais e fundos internacionais entrarem no País, é um desafio muito grande”, complementou o especialista.

Marcelo Rainho, por sua vez, explicou que os investidores ainda olham para a hotelaria de maneira desconfiada. “Investir no setor é muito complexo, pq acaba misturando o negócio imobiliário com a hotelaria. Claramente o segmento está passando por uma recuperação, mas ainda temos que esperar um pouco. Esse, por conta das eleição, não está sendo muito favorável na construção de um pipeline de crescimento”, elucidou.

Job Rodrigues falou, também, sobre as função da empresa bancária. “Se o empreendedor quiser um crédito de longo prazo, ocasionalmente algum banco ou fundo poderá oferecer”, disse.

Rainho reforçou tamém que fundos ou investidores que tomem 100% do risco para si, correm ricos. Rodrigo Reali, da HSI, acredita, por sua vez que, apesar das dificuldades, o momento é bastante oportuno para investir no setor hoteleiro.

*por Nathalia Abreu

 

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