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Food & Beverage é um dos pilares do novo momento hoteleiro

“Mais que um menu sofisticado, é primordial entender e atender o desejo do público para que todos vivenciem e tenham novas experiências sensoriais. O paladar é um dos sentidos mais sensíveis e, portanto, um item essencial para a ativação do olfato, da visão e do tato. Nós acreditamos que o momento das refeições é um dos principais ingredientes também para conectar pessoas”, declara Zilca Saldanha, Project manager da AccorHotels.

Essa foi a premissa para o debate do painel F&B+Experience que aconteceu ontem (28) durante o Design & Technical Summit – All About Experience, evento realizado no Centro de Convenções do Pullman Vila Olímpia, em São Paulo (SP). O debate contou com a mediação de Zilca e participação de Erlise Tancredi, referência em design de cozinhas de renomados estabelecimentos; Lucas Demetrescu, F&B Manager da Accor; Beetto Saad, publicitário e jornalista; e Marcelo Fernandes, empresário do segmento de alimentação.

“Sou apaixonado por comida e bebida. Gastronomia precisa ter autenticidade e qualidade. Ser saudável e funcional, sem chatice. O A& B é bastante democrático. Dá para mudar o consumo, por exemplo”, diz.Demetrescu. “É preciso associar tudo isso ao design, e necessário ter uma boa acústica para que o barulho não seja de talheres; boa iluminação, que varia de acordo com ambiente e conceito; e serviço nota dez”, completa.

Fernandes foi o responsável por destacar a importância do design, da escolha do chef e do menu. De acordo com ele, há três tripés nessa cadeia. São elas: hospitalidade, arquitetura e alimentação. “O serviço tem de ser acolhedor; a arquitetura, confortável; e a alimentação, uma experiência,”, explica.

“Esse é o desafio dos hotéis do Brasil. Viajo em busca de tendências e percebo essa carência e necessidade nos empreendimentos do nosso País. Então eu compreendo que cada vez mais essa experiência [alimentação] pode ser no hotel e não só nos restaurantes”, continua.

Como o empresário, Erlise busca viajar e visitar diferentes hotéis para provocar essa experiência. “Tenho a oportunidade de materializar essa ideia. Estamos na época do dinamismo, que vai da simplicidade a sofisticação, do luxo ao econômico. As pessoas saem mais para comer e procurar conexões. Temos de fazer as pessoas irem e voltarem para esses locais. Para isso é preciso flexibilidade, dinamismo e conexão”.

Beetto Saad, por sua vez, explanou sobre sua vivência com um olhar diferenciado sobre suas exigências no setor de entretenimento, em especial, no esporte. “É preciso transformar pontos dos hotéis, voltado para o esporte, porque traz as famílias e agrega valor nas comunidades”.

*por Sávia Reis

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