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Eleições podem afetar viagens pelo mundo

Foto de Freepik

Segundo um levantamento realizado pela Biosfera Copastur, o calendário eleitoral deste ano pode impactar desde variações cambiais até alterações em políticas migratórias e rotas aéreas, afetando tanto viagens de lazer quanto corporativas. No Brasil, onde cerca de 150 milhões de eleitores vão às urnas em outubro, a expectativa é de maior volatilidade do câmbio no segundo semestre, o que tende a pressionar o custo de viagens internacionais.

“Historicamente, períodos eleitorais trazem oscilações cambiais mais intensas. Para quem planeja viajar, isso pode significar aumento nos preços de passagens, hospedagem e serviços no exterior”, afirma Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur.

Veja a situação em outros locais

  • Estados Unidos – As eleições de meio de mandato, previstas para novembro, também estão no radar. Entre os pontos de atenção está a possível revisão de regras de entrada no país, incluindo propostas que podem exigir até cinco anos de histórico em redes sociais para emissão do Electronic System for Travel Authorization (ESTA), o que pode impactar diretamente viajantes brasileiros.
  • Oriente Médio – O cenário eleitoral em Israel ocorre em meio ao conflito em Gaza e pode influenciar a dinâmica regional e os corredores aéreos. Atualmente, desvios de rotas entre Europa e Ásia já têm elevado o custo de passagens, tendência que pode se intensificar dependendo dos desdobramentos políticos.
  • Europa – Eleições em países como Alemanha, Suécia e Hungria também devem influenciar o ambiente regulatório, especialmente em temas como imigração e políticas de entrada no espaço Schengen.

“Hoje, acompanhar o calendário geopolítico deixou de ser algo periférico e passou a ser uma competência essencial na gestão de viagens. Eleições influenciam diretamente câmbio, segurança, infraestrutura e até a viabilidade de eventos internacionais”, explica Silveira.

Diante desse cenário, a recomendação para as empresas é:

  • Reforçar o monitoramento contínuo dos destinos, antecipar decisões logísticas e considerar a inclusão de seguros com cobertura para instabilidade política.
  • Para viajantes, o planejamento antecipado e o acompanhamento de variáveis como câmbio e regras de entrada tornam-se ainda mais relevantes em 2026.

Mais do que nunca, viajar exige leitura de cenário. O comportamento político global está cada vez mais conectado à experiência do viajante.

Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur

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