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“É preciso divulgar melhor o Brasil”, diz presidente da The Travel Corporation

O presidente da The Travel Corporation, Richard Lauder, está no Brasil para cumprir compromissos profissionais e conversou com exclusividade com a revista hotelnews. Para o executivo, o momento é pensar em estratégias para trabalhar no mercado brasileiro de viagens.

“Não podemos controlar alguns fatores, como a flutuação cambial, então é necessário trabalharmos com o ambiente. Todos os dias vemos nas notícias coisas boas para os negócios e coisas ruins”, explica Lauder. “Um dos motivos de minha visita ao Brasil é conversar com nossos parceiros e entender como podemos trabalhar agora no mercado brasileiro, que atravessa dificuldades”, completa.

Lauder acredita que, mesmo com a crise econômica, os brasileiros não deixarão de viajar. “Entendo que agora está mais caro para os brasileiros irem para fora, mas acho que continuarão viajando. A questão é: para onde?”, acredita. “As pessoas irão ajustar seus planos de viagem. A África do Sul, por exemplo, é barata e tem o câmbio favorável”, completa.

A empresa reúne um grupo de marcas internacionais de viagens, incluindo operadoras de turismo, hotéis e navios, com atuação em 70 países. Mas a companhia não está presente no Brasil e, no momento, não há planos para abrir empreendimentos aqui. Segundo Lauder, é necessário divulgar melhor o produto Brasil em outros países. “É difícil vender algo que as pessoas não conhecem bem. Para os estrangeiros, o Brasil é o Rio de Janeiro e a Amazônia. A indústria turística brasileira precisa vender melhor o país, suas praias, as cidades coloniais do sul, é preciso criar demanda, trazer agentes de viagem para cá”, acredita.

Para Lauder, as Olimpíadas, que serão realizadas em agosto deste ano, podem ser uma boa oportunidade para divulgar o Brasil. “Mas espero que não foquem apenas no Rio de Janeiro, é necessário aproveitar para mostrar o país todo”, afirma.

Governado pelo serviço

A empresa está sempre testando novos produtos e mercados. “Eu digo que é preciso beijar o sapo primeiro para ver se ele vira um príncipe”, brinca. “Não podemos impor o modelo norte-americano para todos”, completa. O presidente conta que implementaram um serviços de guias para brasileiros na Flórida, nos Estados Unidos, mas que não deu certo. Porém, neste ano, a empresa deverá incluir guias em português em seus navios.  

Recentemente, a empresa renovou o Ashford Castle, castelo de 1228 localizado na Irlanda. O empreendimento possui 83 quartos e já foi residência da família Guinness, aquela que dá nome à marca de cerveja. “Uma propriedade deste tipo é muito custosa para ser mantida, então é mais fácil ser gerida por uma empresa”, explica. Em 2015, o local foi eleito pela rede Virtuoso como melhor hotel do mundo.

Para 2016, marca Uniworld apresenta dois novos cruzeiros temáticos na Europa. O The Monarch Collection oferece aos hóspedes experiências da aristocracia europeia. Já o ConnoisseurCollection terá cruzeiros pelos rios franceses.

Em suas propriedades, o serviço ocupa um local de destaque. Tanto que o slogan da empresa é “Driven by Service” (Governado pelo Serviço, em tradução do inglês). “É preciso convencer todos na empresa que é necessário ser impecável no serviço”, explica Lauder. “Um hotel pode ter ótimas acomodações, boa comida, mas, no final, o que conta mais é o serviço”, completa. 

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