Jim Mcmichel, de Las Vegas (EUA), Geraldo Cardoso, de PortugalAconteceu ontem (5), no Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo (SP), a 2ª edição do Fórum de Turismo LGBT do Brasil, evento criado com o intituito de capacitar agentes de viagem e operadores para um melhor entendimento deste segmento. Este ano, alguns destinos, como como Portugal, St. Petersburg Clearwater (Flórida), México, Miami, Israel, Inglaterra, Peru e Colômbia, apresentaram, por meio de suas representações brasileiras, algumas novidades e atrações voltadas para bem-receber o público LGBT.
Apresentando o case de Las Vegas (Estados Unidos), Jim Mcmichel, da Las Vegas Convention & Visitor Authority, afirma que, devido ao crescimento do público LGBT em visitação no destino, o aumento de campanhas publicitárias focadas foi gradual. “Começamos a divulgar as peças publicitárias com elementos discretos e, posterioemente, inserimos pessoas. Estamos avançando e deixando cada vez mais impactantes”, conta. Segndo ele, os shows são forte apelo turístico da cidade ao segmento. “A LATAM Linhas Aéreas lançou este ano um voo direto e sem escalas para Las Vegas. Prevemos que o número de turistas LGBT deve dobrar”, afirma.
Geraldo Cardoso, diretor de turismo de Portugal no Brasil, reforça alguns dos apelos atrativos aos turistas da comunidade, como os festivais Queer realizados no Porto, e as praias de nudismo. “Portugal tem uma cultura muito diversa; foi o oitavo país no mundo a permitir o casamento homossexual, e somos hoje o sétimo mais gay friendly da Europa. Segundo a Forbes, também somos considerados o país mais acolhedor do mundo. Temos avançado muito, desde então, neste setor dentro do turismo”, diz.
Renata Cohen, do Escritório de Turismo de Israel, e Ivan Martinez, do Conselho de Promoção Turística do México
Renata Cohen, do Escritório de Turismo de Israel, por sua vez, trouxe algumas peculiaridades do país. De acordo com ela, uma das principais características que reforça o destino como friendly, é a segurança em primeiro lugar. “Os pais mandam as crianças sozinhas para a escola. É um país muito seguro, e todos podem andar nas ruas sem ter medo de nada. Além disto, Israel é um caldeirão de culturas e religiões, sendo muito mais diverso do que parece. A maioria da população também fala inglês, o que possibilita ao turista maior facilidade de comunicação”, enfatiza.
O México, que trabalha com a IGLTA (The International Gay & Lesbian Travel Association) desde 2015, também se apresentou no evento. “Investimos em treinamento, pois percebemos que era muito primordial capacitar para bem receber a comunidade LGBT da forma mais adequada”, reitera Ivan Martinez, do Conselho de Promoção Turística do México.
A Colômbia, por sua vez, se reafirmou pela primeira vez em um evento brasileiro como destino LGBT friendly. “Percebemos que dos 6,5 milhões de turistas por ano, 400 mil eram da comunidade. A Colômbia abraça a diversidade”, diz Maria Catalina, da Procolombia.
A programação contou também com painéis de capacitação, que ocorrerão entre 9h30 e 16h30, abordando os seguintes temas: Famílias LGBT no Turismo, uma realidade; As preferências de viagens das lésbicas; Grandes eventos LGBT, oportunidades de venda; e MICE LGBT – Um debate construtivo sobre LGBT e o universo corporativo.
*por Nathalia Abreu

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