Como vovó já dizia

A trajetória de Alexandre Gehlen, o diretor-geral da rede Intercity, que teve na experiência de família sua inspiração

Como acontece com todo jovem beirando os vinte anos, chegou o momento de Alexandre Gehlen, atual diretor-geral da rede InterCity, responder àquela pergunta clichê que tanto ouvimos durante a infância: o que você vai querer ser quando crescer? Inicialmente, a tentativa de responder essa questão foi um tanto distante da hotelaria. “Aos 19 anos tive que decidir qual caminho seguir. Acabei optando pela profissão eleita nos estudos – na área química”.

O curioso é que antes desta decisão, Gehlen teve uma carreira esportiva bem sucedida, conquistando o título de tricampeão gaúcho no time de vôlei da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo. Apesar da importante experiência de espírito de equipe, o rapaz percebeu que não teria vida longa no esporte profissional e optou por uma formação primária em técnico químico.

Tudo parecia seguir nos conformes: ingressou na faculdade de Enenharia Química e conseguiu emprego no Polo Petroquímico do Rio Grande do Sul. Certo? Errado. “Logo nos primeiros anos de atividade percebi que esse não era meu sonho e acabei trancando minha faculdade, pedindo demissão daquele promissor emprego e passei a cursar hotelaria”, afirma.

Mas existe uma peça fundamental faltando nesta história: a avó Frida. Graças a ela, que junto com o marido era proprietária de uma pousada na cidade de Gramado (RS), Gehlen pode viver seus primeiros dias de hoteleiro. “Passava as férias escolares ajudando em vários setores e tive o privilégio de absorver os ensinamentos da minha avó, período de muito trabalho, mas de aprendizado incrível. Percebi que a rotina de um laboratório químico me perturbava e que trabalhar com hotelaria traria uma satisfação muito grande”, revela.

O profissional acredita que a razão para ter sido convidado pelos sócios para liderar a construção de uma nova empresa, a InterCity, tem base em um dos princípios passados pela avó. “Ela dizia que não importa o que esteja fazendo, faça bem feito. Fazer bem ou mal feito dá o mesmo trabalho, porém, ao fazer bem feito, você corre o risco de ser reconhecido e valorizado”, lembra Gehlen.

Após 15 anos de operação no País, a InterCity possui 27 hotéis, sendo uma unidade no Uruguai, e faturamento anual de R$ 148 milhões. Com os bons resultados, o executivo afirma estar otimista em relação ao segmento hoteleiro. “A minha admiração está nas oportunidades que teremos pela frente, em um setor que cresce a passos largos, e que traz consigo uma dinâmica de trabalho intensa, exaustiva às vezes, mas com um grau de satisfação extrema”.

Casado e pai de duas filhas, Gehlen divide seu tempo entre Gramado, Porto Alegre e São Paulo. Para o futuro, o gestor aposta na conquista de uma meta estabelecida pela InterCity em 2010. “Chegar aos 50 hotéis em quatro ou cinco anos. Com muito trabalho e sorte, estamos chegando lá”. 

Bate-bola

  • Um hotel (que não seja da Intercity) – One And Only, das Bahamas
  • Um livro – Sempre o próximo: Sonho Grande, de Cristiane Correa
  • Um filme – A lista de Schindler
  • Uma música – Primeiros Erros, do Capital Inicial
  • Uma banda – Rolling Stones
  • Um ídolo (a) – Tenho vários ídolos, um em cada setorUm sonho – Fazer a diferença na vida das pessoas ao meu redor

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