Como a inteligência artificial pode auxiliar o segmento gastronômico

Por Marcelo Abrileri

O mercado de vinhos no Brasil está cada vez mais consolidado, prova disso são os números que mostram o aumento no consumo da bebida mesmo em período de pandemia. Segundo pesquisa realizada pela Ideal Consulting, a importação de vinho nos primeiros cinco meses do ano de 2020 no Brasil aumentou 5% em volume, somando 43 milhões de litros.

Quem gosta de vinho sabe que achar o rótulo ideal nem sempre é uma tarefa fácil. É preciso experimentar muitos vinhos até se deparar com aquele que realmente tem a ver com seu paladar e seu estilo de bebida. E nessa longa jornada de tentativa e erro é normal se deparar com algumas opções que desagradam, o que pode ser muito frustrante. 

Para ajudar nesse processo de escolha do vinho ideal para cada perfil a tecnologia é uma aliada que colabora muito. Hoje no mercado já é possível encontrar ferramentas que por meio da inteligência artificial, consegue cruzar dados e oferecer ao consumidor vinhos que tenham características mais próximas do seu perfil.  Ferramentas como o Digital Sommelier, desenvolvido por uma plataforma digital de serviços e de compra de vinhos, é responsável por criar enoperfil do usuário, mapeando as características da pessoa sobre o vinho. 

Importante dizer que o uso de inteligência artificial para auxiliar na escolha do vinho é um serviço é inédito em todo o mundo, desenvolvido aqui no Brasil e que não há nada parecido em nenhum lugar do planeta. O mundo do vinho hoje vive em torno do que renomados avaliadores, como Robert Parker, Jancis Robinson, Wine Spectator, dentre outros, dizem sobre um vinho ou ainda sobre a nota média que alguns aplicativos oferecem para determinado rótulo.

Nada contra, afinal todas essas informações ajudam o consumidor em suas escolhas. No entanto, é muito gratificante conseguir oferecer uma alternativa ao amante do vinho baseado na já tão popular e repetida frase: ‘vinho bom é aquele que você gosta’. 

Centenas de fatores compõem o sabor de um vinho, então é natural que duas pessoas provando o mesmo rótulo tenham opiniões diferentes sobre o gosto da bebida. É por isso que, o conceito de “vinho bom” é algo que pode ser equivocado. Não adianta nada eu sugerir meu rótulo favorito como se ele fosse a melhor opção do mercado, pois outra pessoa pode não gostar. Podem até concordar que o vinho foi bem feito, mas nem por isso ele se tornará algo agradável para todos. Tomar vinho é uma experiência muito particular, pessoal e cada um tem a sua. 

Com o auxílio dessa e de outras ferramentas a tecnologia passa a ser uma grande auxiliadora na hora de escolher vinhos, tornando a busca pelo rótulo ideal mais objetiva e certeira.


Marcelo Abrileri é fundador da Eniwine e idealizador do Digital Sommelier


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