Com novo formato, Abav promove Feira das Américas 2010
Evento que já foi itinerante deve permanecer no Rio de Janeiro até 2014
Perto de 24 mil visitantes passaram pelos quatro pavilhões do Riocentro ocupados este ano pela pelo 38º Congresso Brasileiro das Agências de Viagens e Feira das Américas. Na opinião do presidente da entidade, Carlos Alberto Amorim Ferreira, as mudanças promovidas na edição deste ano, tanto na distribuição dos expositores pelos pavilhões quanto no formato adotado para o congresso foram positivas e deverão ser mantidas em 2011.
O presidente disse também que a Reed Exhibitions Alcântara Machado, parceira da Abav desde o ano passado na organização e comercialização da área de exposições, passará a responder também pelo temário do congresso. Marly Parra, diretora de Feiras da Reed acredita que a inclusão do evento no porfólio mundial da empresa despertará mais interesse do público internacional. E a internacionalização, segundo Ferreira, será o grande foco da comercialização do evento a partir de 2011, aproveitando o bom momento do País e o interesse que ele despertará por conta dos mundiais de 2014 e 2016.
Este ano, o evento ocupou 17.090 metros quadrados vendidos, 405 metros a mais na comparação com a edição anterior. Participaram da feira 737 expositores, 62 dos quais pela primeira vez. Entre os estrangeiros, 48 países estiveram representados. A meta para 2011 é ampliar para 60 essa representação internacional e em 15% o número de visitantes.
Em seu discurso de abertura, o presidente da Abav não poupou críticas à Iata, pela recente imposição da Tasf (Travel Agent Service Fee), que permite processar os valores cobrados pela emissão de bilhetes ou por outros serviços prestados pelas agências de viagens. A Abav responderá à altura a essa imposição. A categoria repudia a forma como a gerência Iata Brasil conduziu as negociações relativas à Tasf, se utilizando do poderio econômico de suas associadas para oprimir os agentes.. Críticas foram dirigidas também às companhias aéreas. Falta respeito das companhias aéreas ao consumidor, que, em nome da competitividade mercadológica, jogam nossos clientes em assentos que desafiam a ergonomia, os submetem a atrasos e cancelamentos injustificáveis.
O presidente da Abav aproveitou a ocasião para também reforçar seu desapontamento em relação à ausência de propostas para o setor por parte de ambos os candidatos à sucessão presidencial. Outra reivindicação antiga da entidade reiterada pelo dirigente foi em relação à regulamentação da profissão do agente de viagens, pendente de aprovação do Congresso há cerca de dez anos.
Em contrapartida, reiterou o apoio de outros segmentos do setor, como o de cruzeiros marítimos, cartões de assistência em viagem, locadoras de automóveis, operadoras e da hotelaria. São setores importantes do turismo nacional e internacional que remuneram, e muito bem, os seus parceiros estratégicos de negócio. E mais, honram o significado da palavra parceria, ao invés de utilizá-la apenas como um clichê, pontuou.

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