Climatização

Hotéis e restaurantes investem para garantir mais conforto térmico

A temporada de inverno não deve apresentar novidades em termos de climatização, exceto pelos aquecedores a gás, que – até por uma questão de segurança -, estão com os dias contados. Proprietário do restaurante La Gália, em Campos do Jordão, Paulo César da Costa já aposentou os seus. “Os estabelecimentos novos já não estão recebendo autorização para uso desses modelos”, afirma Costa, que ainda mantém algumas peças, embora há dois anos já tenha optado pela versão elétrica. Segundo o empresário, a praticidade do aquecedor elétrico compensa o investimento. “O aparelho não precisa ser reabastecido quando o carvão acaba e o aumento no consumo de luz foi de apenas 5%”, conta Costa. O La Gália possui dez aparelhos – quatro deles no deque de 80 metros quadrados – que são acionados sempre que a temperatura cai abaixo de dez graus, não importa a estação do ano.

Também localizado em Campos do Jordão, e em operação há apenas um mês, o Hotel Le Renard já previu em sua construção um diferencial que pode fazer a diferença nos dias mais frios. Além do aquecimento central (calefação) comum a todos os ambientes internos, os banheiros ganharam reforço na tecnologia de aquecimento. Em todos os apartamentos, além do piso, os suportes de toalha também podem ser aquecidos. “No caso do suporte, os próprios hóspedes podem ligar ou desligar no momento em que acharem conveniente porque eles funcionam ligados à tomada. Já o sistema de aquecimento do piso é controlado a partir da recepção”, informa o gerente-geral Wanderley Michele Caetano. De acordo com Michele, o acionamento é feito por andar e não por unidade habitacional. “Ainda que haja apenas um apartamento ocupado, todo o andar correspondente terá acionado o sistema de aquecimento do piso do banheiro”, conta. De acordo com o gerente, o custo da tecnologia é cerca de 40% superior ao do sistema de calefação, mas o bem estar do hóspede vale o investimento. “A água no boiler é aquecida a 40 graus, mas a sensação térmica que o piso transmitirá é de uma temperatura entre 20 e 25 graus. “O suficiente para quebrar o impacto do piso frio, se o hóspede tiver o hábito de andar descalço”, lembra Michele.

Por força do seu trabalho, o engenheiro Amandio Gomes das Neves Monteiro é um pesquisador sobre o tema climatização, que ele define como o ato de oferecer condições ideais para o conforto humano. “O conceito baseia-se em atender a quatro fatores básicos: temperatura, umidade, filtragem (grau de pureza) e velocidade do ar (ruído). Quando pensamos em ar condicionado devemos lembrar que ele serve tanto para resfriar quanto aquecer”, destaca o engenheiro. Na opinião de Monteiro, algumas características devem ser observadas quando da escolha de um sistema de ar condicionado, a começar pelo investimento e custo operacional envolvido. “Ele tem de assegurar boa qualidade do ar interior (IAQ); ser capaz de manter os níveis de conforto térmico; e ter flexibilidade, quando projetada uma eventual mudança futura”, alerta.

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