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Chancela verde

Selos e certificações são ferramentas assertivas para comunicar ações em ESG

Transparência é palavra de ordem para quem busca boas práticas em ESG. A informação precisa chegar a todos os grupos de interesse – de investidores a clientes e fornecedores – e, para isso, as empresas devem aprimorar seus processos de mensuração e apresentação de resultados. No entanto, a subjetividade é um dos desafios encontrados nessa área, de acordo com a pesquisa ESG e as Empresas de Capital Aberto, produzida pela Grant Thornton Brasil, a Xp e a Fundação Dom Cabral.

O documento mostra que a avaliação de riscos socioambientais é uma prioridade para a maioria das organizações, mas ainda há dificuldades em lidar com a subjetividade do ESG: apenas 21% dos participantes indicaram ter métricas quantificáveis para analisar o desempenho dos aspectos mais relevantes para a organização. 

Além disso, a forma de comunicar essas informações também é deficitária. O reporte de dados é realidade para 43% das empresas e apenas 23% os divulgam de forma estruturada em Relatório de Sustentabilidade. Assim, a não padronização pode ser considerada um grande desafio para que as companhias entrem em consonância com as melhores práticas.

“Em termos de métricas, há padrões para reporte, como o Global Reporting Initiative (GRI) e o Sustainability Accounting Standards Board (SASB) – em português, Conselho para Padrões Financeiros de Sustentabilidade; além dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da ONU”, explica Jefferson Kiyohara, diretor de Compliance & Sustentabilidade na Protiviti. Já sobre certificações, o executivo aponta a Empresa B (B Corps) como principal, uma vez que “atende todos os setores e permite que companhias de pequeno e médio portes também obtenham o reconhecimento”.

De acordo com Cintia Cespedes, gerente de Sustentabilidade & ESG da PwC Brasil, alguns movimentos já foram iniciados para que as empresas passem a divulgar informações dessa natureza. Um exemplo citado foi a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que, através da Instrução 480/09, passará a exigir que empresas brasileiras demonstrem seus indicadores e riscos ambientais, sociais e de governança. “A partir de 2023 serão impetradas explicações de quem não adotar nenhuma prática ou não divulgar informações relacionadas ao ESG”.

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