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Cardápios eletrônicos estão em evidência

De olho na tecnologia e também na economia, estabelecimentos gastronômicos têm apostado no uso dos tablets em substituição aos tradicionais cardápios de papel. Cada vez mais bares e restaurantes aderem ao menu interativo, que veio para proporcionar mais praticidade e agilidade aos serviços gastronômicos. Na mesa, o cliente consulta as opções, escolhe prato e bebida e o pedido vai direto para a cozinha, bar e caixa.

“Hoje, há uma oferta muito grande no nosso segmento e temos que inovar para fidelizar o cliente”, diz Álvaro Aoas, proprietário do Bar Brahma, em São Paulo, um dos pioneiros no uso do menu eletrônico no País. Para o empresário, além de agregar mais modernidade ao negócio, pratos, preços e fotos podem ser modificados facilmente. “Imagine que você aumenta o preço de um item entre 200 produtos e tem que produzir toda uma leva de cardápios. O tablet possibilita que você tenha mais flexibilidade e realize as mudanças em questões de segundos”, diz.

“A ideia é passar para o cliente mais informações sobre o produto que ele vai consumir”, explica Maurício Medeiros, presidente da Esys Colibri, empresa especializada em desenvolver sistemas para automação e gestão financeira e de estoque de bares e restaurantes. “Outro benefício é que o sistema ajuda a evitar erros de compreensão do garçom na hora do pedido ou até mesmo a letra ruim dos profissionais”, afirma o gerente de Marketing da Colibri, Vicente Gouvêa.

O executivo Fabio Humberto – sócio e diretor de Desenvolvimento da Two’s, outra empresa que desenvolve softwares para iPads, conta que a demanda por aplicativos por parte de bares e restaurante vem crescendo a cada dia. “Todos querem inovar e melhorar a qualidade dos serviços”, diz o empresário ao afirmar que o sistema é vendido como serviço e pode ser adquirido por meio de licenças de uso ou parcerias com empresas que já desenvolveram outros sistemas para o empreendimento. “Temos nosso sistema standard, que é integrado a qualquer outro aplicativo de retaguarda, e podemos customizar conforme a necessidade do cliente”, conta.

Sobre investimentos para o desenvolvimento de um aplicativo para um restaurante ou bar, Fábio conta que o maior deles é o intelectual. “Levamos em média um ano entre a ideia e a conclusão do sistema. Se deixarmos a propriedade intelectual de lado, os custos chegam a R$ 400 mil reais”, completa.
Empreendimentos como o hotel Lake Villas Charm, localizado no interior de São Paulo, e a lojas de São Paulo e Blumenau (SC) da Enoteca Decanter oferecem as suas cartas de vinho em tablets.

Desenvolvido especialmente para o hotel pela empresa Studio 6, o aplicativo permite que o cliente escolha o vinho que vai pedir, filtrando as opções da carta por tinto, branco, espumante ou vinhos de sobremesa. A divisão também é feita por tipo de uva, safra ou permite a seleção com base na bebida que melhor harmonizar com prato escolhido.

Para agilizar o atendimento e oferecer um guia completo dos vinhos da casa, o cardápio eletrônico da Enoteca Decanter possibilita acessar o menu harmonizado com especificações de cada produto; carta de vinhos; dicas do sommelier; produtos com preços variados e especificações técnicas, como aparência, paladar e olfato; e conta
ainda com um espaço para que o cliente possa avaliar a enoteca.

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