A hotelaria de luxo tem incorporado a sustentabilidade de forma mais estruturada, com ações que vão além das pontuais. Muitos empreendimentos estão redefinindo seus conceitos, construindo projetos socioambientais consistentes e que geram impactos positivos duradouros e mensuráveis.
Durante o 4º Encontro da ESG da BLTA, realizado de 13 a 16 de abril no Unique Garden, em Mairiporã (SP), e que reuniu 21 associados e convidados, foi abordado de que forma os hoteleiros podem incorporar práticas sustentáveis e conseguir avaliar o desempenho.
Entre as narrativas de ESG na hotelaria de luxo, a convidada Ana Paula Arbache pontuou algumas ações, como promover bem-estar e qualidade de vida para comunidades locais, além de preservar e inentivar a cultura e gastronomia local. Ressaltou também a importância de os hotéis fazerem collabs com outras empresas com o objetivo de unir forças em prol da sustentabilidade.
Na ocasião, Rafael Avila e Fernanda Grotera, da Sustentabilidade Agora, realizaram o workshop “Matriz de Materialidade – uma ferramenta que identifica e prioriza os temas ESG (ambientais, sociais e de governança) mais relevantes para a empresa e seus stakeholders.
Fernanda ressaltou que uma Matriz de Materialidade envolve muita pesquisa, entrevistas, entender o ponto de vista de cada stakeholder, e que, durante o encontro, havia apenas a visão do empresário, mas que mesmo assim foi muito produtivo para que os hotéis saíssem de lá já com essas informações. “Na atividade, cada um dos hotéis participantes levaram prioridades, ou mesmo urgência e importância em relação ao ESG. Quais os temas são relevantes para o contexto em que vivem e para o momento de cada propriedade”.

Tendências em ESG na hotelaria de luxo
Rafael Avila apresentou também cinco tendências em ESG para o turismo de luxo, mas alertou que elas não se sustentam se não houver uma estratégia consistente.
São elas:
- Comunidade local como protagonista: quando o desafio social é grande, tornar a comunidade e cadeia de valor local parte integrante do processo vira diferencial competitivo;
- Regeneração para além da sustentabilidade: em um mundo hipertecnológico, os processos regenerativos de sistemas naturais ganham cada vez mais valor;
- Certificações com mais peso (e mais critério): não basta mais “só” falar que está mandando bem, é preciso medir, auditar e provar que tem feito mesmo;
- Práticas ESG em Alimentos & Bebidas: o que se descarta importa tanto (ou deveria importar) quanto o que se serve;
- Luxo essencial: o valor do luxo (e do bom serviço) está cada vez menos no excesso e cada vez mais nas experiências, exclusividade, bem-estar e sustentabilidade.
A boa notícia é que muitos desses caminhos em ESG já estão sendo trilhados pelos associados da BLTA

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