Brasília

NO ANO DO CINQUENTENÁRIO

Inaugurada em 21 de abril de 1960, Brasília chega aos 50 anos repleta de planos, muitos motivados porque em 2014, a capital do País – sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário – estará mais do que nunca no foco da mídia ao lado das demais 11 cidades que sediarão a Copa do Mundo. Os planos de renovação começam com a recuperação de monumentos importantes como a Catedral Metropolitana, Torre de TV, Teatro Nacional, Clube do Choro, Planetário e o Palácio do Buriti, endereços tradicionais que figuram entre os principais cartões postais da cidade.

Somente na reforma da Catedral e na construção da Torre digital, ambos projetos assinados por Oscar Niemeyer, o investimento soma perto de R$ 100 milhões. Com 150 metros de altura, a torre para transmissão de tecnologia digital promete configurar-se como um dos principais pontos de visitação do Distrito Federal, tanto quanto é a Torre de TV projetada por Lúcio Costa, numa referência à Torre Eiffel, de Paris. Instalada no ponto mais alto de Brasília, a 1,1 mil metros de altitude, é desta torre de 224 metros que se tem a melhor vista panorâmica da cidade e de sua concepção arrojada e contemporânea.

A renovação da área estende-se também ao espaço ocupado pela feira de artesanato, que dará lugar a um novo parque onde os atuais ocupantes das barracas ganharão quiosques padronizados. No projeto da Brasiliatur, a revitalização dos setores hoteleiros Norte e Sul é uma das prioridades. No entorno dos hotéis, as calçadas estão sendo remodeladas e ganhando nova iluminação.

Outro cartão postal, a fonte luminosa está recebendo recursos para a execução de um projeto inspirado no modelo do que foi executado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, com música integrada e tecnologia de última geração para possibilitar a movimentação das águas projetadas a laser em um jogo de luzes e sons.

Muito além do turismo cívico

De acordo com o presidente da entidade, João Oliveira, um dos principais objetivos é mostrar que as atrações turísticas de Brasília vão muito além do turismo cívico e da visita aos complexos arquitetônicos projetados por Oscar Niemeyer. A aposta hoje, como acrescenta o presidente do Brasília Convention & Visitors Bureau, Rogério Tonato, está na profissionalização do setor e nos diferentes roteiros culturais, gastronômicos e ecológicos que o Distrito Federal e seu entorno oferecem. Nessa oferta incluem-se mais de 100 propriedades rurais, onde se pode praticar atividades como agroturismo, ecoturismo e turismo de aventura.

Na opinião de Tonato, a capital ainda é vista apenas como sede do governo, e o lado político deve ser dissociado da vocação turística, embora reconheça nessa associação uma vantagem competitiva, por exemplo, para o segmento de negócios. “Um evento em Brasília tem muito mais chance de contar com a presença de um ministro ou até do presidente da República, do que o realizado em qualquer outro destino do Brasil”, pondera.

O público corporativo, a rigor, responde por boa parte dos 60% de ocupação da hotelaria local e um dos objetivos do Brasília CVB é ampliar em pelo menos um dia, de três para quatro, a estada desse visitante. Os dados são atestados pela ABIH, que aponta que do total de visitantes que a cidade recebe, 80% vem motivado pelos negócios e apenas 10% procuram o destino como opção de lazer. Uma realidade que a capital espera ver modificada aos olhos do mundo em 2014.

Deixe uma resposta