Brasil pode se beneficiar com o Turismo LGBTQ+ no pós-coronavírus

A associação IGLTA divulgou os resultados de uma pesquisa sobre viagens LGBTQ+ após a pandemia de coronavírus. O estudo tem como base 14,6 mil entrevistados ao redor do mundo, sendo 2,3 mil do Brasil, cuja participação foi 90% de gays, 8% de bissexuais e 2% de outras orientações. A maioria tem entre 25 e 54 anos (80%) e 96% são homens.

Em relação ao Brasil, as expectativas são positivas para as viagens domésticas, que serão impulsionadas em razão do número menor de voos internacionais. Dois terços dos entrevistados que vivem no País (64%) disseram que se sentiriam confortáveis em viajar novamente por lazer antes do final de 2020. Os meses de outubro e dezembro são os mais populares neste sentido. Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são Estados que já contam com boa adesão da comunidade LGBTQ+.

Outro ponto importante é que 41% não mudariam os tipos de destinos que desejam após a situação do coronavírus. “Isso mostra uma lealdade com quem nos abraça ao longo do ano”, afirma o coordenador da IGLTA para o Brasil, Clovis Casemiro.  Outros 32% disseram que mudariam suas opções e 27% ainda estão indecisos.

Clovis Casemiro durante live

Sobre a probabilidade de voar nos próximos seis meses, 50% fariam viagens de três horas ou menos e 36% de três a seis horas, reforçando que as viagens, de primeiro momento, serão mais regionais. “Apesar de toda a aura negativa temos um caldeirão de oportunidades no Brasil. Com as restrições de voos para o Exterior, um grupo que gastava com esse tipo de viagem vai priorizar experiências mais caras dentro do País”, explica a professora e pesquisadora Mariana Aldrigui, que atua na Universidade de São Paulo e no Conselho de Turismo da FecomercioSP.

As principais atividades de desejo são a hospedagem num hotel ou resort (44%) e casas de férias (40%), sendo que 55% considera uma viagem doméstica e 31% um roteiro interncional. As viagens para participar de eventos LGBTQs (41%) e em grupo (32%) aparecem à frente de cruzeiros (21%) e parques de diversões (16%).

O estudo na íntegra está disponível em: iglta.org/research

Foto de capa: Margaux Bellott/Unsplash

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