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Aluguel de curta duração

Hoteleiros do mundo buscam regulamentação, mas o Brasil não dá atenção ao tema

O Short Term Rental (STR), ou aluguel de curta duração, vem sendo pauta de um grupo de hoteleiros de todos os cantos do planeta desde 2018. A ideia é debater como esse modelo, e as plataformas que o vendem – incluindo as Online Travel Agencies (OTA’s) -, podem de alguma forma impactar o modelo tradicional da hotelaria.

Eu e a hotelnews acompanhamos esse grupo desde 2019, quando o Global ReformBnB Forum aconteceu em Barcelona. Depois veio a edição de Buenos Aires, em 2020, e vários encontros virtuais durante a pandemia. No final de maio, o mais recente deles aconteceu em Paris. E a constatação é muito clara: a adesão ao grupo não para de crescer e o debate está cada vez mais maduro. Entretanto, o Brasil continua sem nenhum representante.

Claro que a regulação não é simples e uma fómula vem sendo buscada em vários lugares. O mundo digital disruptivo por si quebrou uma barreira e agora todos correm atrás de uma regra que ao menos coloque a competição em pé de igualdade, como reafirmou Manel Casals, diretor geral do Gremi D’Hotels de Barcelona e líder do ReformBnB. “Hoteleiros do mundo todo concordam que exigir uma regulamentação mais equânime, adaptada aos padrões mínimos de segurança, exigidos à hotelaria, iria garantir uma concorrência mais justa”. 

Na edição francesa, o tema “Distribuição Digital” foi latente, e continuando uma discussão iniciada em 2021, o problema das OTA’s veio à tona. Não apenas porque distribuem os STR’s, mas também pelas cláusulas abusivas que afetam a hotelaria e vulneram a livre concorrência, limitando a capacidade comercial dos hotéis em detrimento da oferta de melhores condições aos seus clientes. 

Para rebater esse cenário, Alexis Darmois, gerente sênior de Relações Públicas da Booking.com para Espanha, França e Portugal, defendeu um modelo mais inclusivo e sugeriu um marco regulatório mais exigente para lidar com as plataformas online que usam más práticas, proporcionando cobertura à ilegalidade.

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